Acidente na Rondon Pacheco: motorista pode sair da prisão hoje (14)

Justiça concede alvará de soltura a jovem preso após atropelamento em Uberlândia; decisão prevê medidas cautelares e liberação pode ocorrer após audiência de custódia

, em Uberlândia

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O acidente na Rondon Pacheco, em Uberlândia, teve um novo desdobramento nesta terça-feira (14). O motorista de 23 anos, preso após atropelar e matar Ruth Jesuíno da Silva, de 57 anos, teve o alvará de soltura concedido e poderá ser liberado após a audiência de custódia prevista para hoje.

Apesar da decisão judicial, o jovem ainda permanece detido no Presídio Professor Jacy de Assis e aguarda a análise final durante a audiência.

A medida foi concedida após pedido da defesa e análise do juiz plantonista, João Marcos Luchesi, que considerou que o investigado é réu primário e possui bons antecedentes, além de não haver, neste momento, elementos suficientes que justifiquem a prisão preventiva.

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Ruth Jesuíno da Silva, de 57 anos, morreu após ser vítima de um acidente na Rondon Pacheco, em Uberlândia
Ruth Jesuíno da Silva, de 57 anos, morreu após ser vítima de um acidente na Rondon Pacheco, em Uberlândia – Crédito: Redes sociais/Reprodução

Decisão prevê liberdade com restrições

De acordo com o documento judicial, a Justiça entendeu que medidas cautelares são suficientes para garantir o andamento do processo, sem necessidade de manter o suspeito preso.

Entre as determinações impostas ao motorista estão:

  • Manter o endereço atualizado nos autos;
  • Comparecer a todos os atos processuais quando for intimado;
  • Apresentar-se mensalmente em juízo para justificar suas atividades;
  • Cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 5h em dias úteis, além de restrições aos fins de semana e feriados.

O descumprimento de qualquer uma dessas condições pode levar à revogação do benefício e nova prisão.

Audiência de custódia define se motorista será solto

Mesmo com o alvará expedido, a decisão estabelece que a soltura só poderá ocorrer após a audiência de custódia, marcada para esta terça-feira (14).

Esse procedimento é responsável por avaliar a legalidade da prisão e confirmar se o investigado poderá responder ao processo em liberdade, seguindo as condições impostas pela Justiça.

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Relembre o acidente na Rondon Pacheco

O acidente na Rondon Pacheco, em Uberlândia, ocorreu no último domingo (13) e ganhou grande repercussão após a circulação de vídeos de câmeras de segurança que registraram toda a dinâmica da ocorrência.

As imagens mostram o veículo em alta velocidade, com o motorista realizando manobras bruscas e perdendo o controle da direção. Em um dos momentos, o carro chega a subir no meio-fio e, na sequência, invade a calçada, atingindo a vítima. Veja:

De acordo com as investigações, o condutor apresentava sinais claros de embriaguez no momento da abordagem. Ele chegou a admitir que havia ingerido bebida alcoólica, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro.

Veja o momento em que ele assume que bebeu:

A perícia também identificou uma frenagem intensa antes do impacto, indicando que o motorista ainda tentou retomar o controle do carro, sem sucesso. Após atingir a vítima, o veículo ainda colidiu com outros obstáculos na via.

Diante do conjunto de provas, incluindo imagens, relatos de testemunhas e indícios de direção perigosa, a Polícia Civil enquadrou o caso como homicídio doloso, entendendo que o motorista assumiu o risco de provocar a morte ao dirigir sob efeito de álcool e em alta velocidade.

Próximos passos

A definição sobre a soltura do motorista deve ocorrer ainda hoje, após a audiência. Caso seja liberado, ele passará a responder ao processo em liberdade, sob monitoramento judicial.

Enquanto isso, o caso segue sob investigação e pode ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações.

ATUALIZAÇÃO: A Justiça suspendeu a decisão que poderia conceder liberdade ao motorista envolvido no acidente na Rondon Pacheco após a audiência de custódia desta terça-feira (14). A medida foi adotada após uma nova petição da defesa da vítima, e o juiz determinou a reavaliação do caso com mais cautela, aguardando a manifestação do Ministério Público antes de qualquer definição sobre a soltura.