Quem era Ruth da Silva, vítima do acidente na Rondon Pacheco
Sobrinho relembra trajetória de Ruth da Silva e destaca dedicação à família; vítima morreu após acidente na Rondon Pacheco que segue sob investigação.
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A morte de Ruth Jesuíno da Silva, de 57 anos, no acidente na Rondon Pacheco, em Uberlândia, deixou a família marcada pela ausência de quem era considerada o ponto de apoio dentro de casa. Mãe e avó, ela era presença constante na vida dos cinco filhos e dos três netos.
Em entrevista, o sobrinho Wellington Gouveia descreveu Ruth como uma mulher dedicada, que organizava a rotina em função da família e não media esforços para cuidar de todos. “Ela era uma mãe maravilhosa, dedicada, daquelas que faz de tudo pelos filhos. Trabalhava, se preocupava, vivia para ver a família bem”, contou.

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Quem era Ruth, vítima do acidente na Rondon Pacheco
Ruth era natural de Ituiutaba e conhecida pela forma como se colocava à disposição da família. Segundo Wellington, ela não hesitava em abrir mão dos próprios planos para ajudar os filhos a conquistarem os sonhos.
Nos últimos meses, vivia um momento de expectativa. Após anos cuidando da família, começava a organizar a vida financeira para realizar pequenas melhorias na própria casa. “Ela estava feliz, planejando arrumar a casa, pintar, organizar as coisas dela. Era um momento que ela estava começando a olhar mais para si”, disse o sobrinho.

Tragédia tirou uma presença central da família
Entre os familiares, Ruth da Silva era vista como a pessoa que mantinha todos próximos. Em reuniões, festas ou momentos difíceis, era ela quem conduzia o clima. “Se tinha uma festa, tinha que ter a Ruth. Ela era a alegria da família. Mesmo quando estava com problema, era ela que animava todo mundo”, lembrou Wellington.
A relação com os netos também era marcante. Segundo a família, ela demonstrava cuidado constante e atenção diária. “Ela cuidava dos netos como se fossem o maior tesouro dela. Era muito presente, muito próxima”, afirmou.
Ruth da Silva deixa legado de cuidado
A família também destacou a fé como parte importante da vida de Ruth da Silva. Cristã, ela costumava incentivar os filhos a não desanimarem, mesmo diante das dificuldades. “Ela sempre falava que Deus tinha o melhor para a vida dela e para a gente. Era uma mulher de fé, que não deixava ninguém baixar a cabeça”, disse o sobrinho.
A perda foi sentida de forma intensa dentro de casa. Um dos netos, de 13 anos, chegou a passar a madrugada em oração após saber que a avó estava internada.
A imagem que fica, segundo Wellington, é a de uma mulher simples, alegre e que valorizava cada momento ao lado da família. “Ela era isso: alguém que amava viver, que amava a família e que fazia tudo por eles. É muito difícil aceitar uma perda assim”, afirmou.