Show de Harry Styles: deputados acionam Procon contra bilheteria
Fãs reclamaram da venda de ingressos para show de Harry Styles em São Paulo e deputados denunciaram suposto cambismo
Os deputados Erika Hilton e Guilherme Cortez, do Psol, denunciaram supostas irregularidades na venda de ingressos para o show de Harry Styles, que acontecerá em São Paulo entre os dias 17 e 18 de julho. Erika questionou em suas redes sociais, na segunda-feira (26), a possibilidade de os ingressos terem sido vendidos pela bilheteria a cambistas antes do público geral.

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As medidas dos parlamentares foram tomadas após reclamações dos fãs de supostas irregularidades. A responsável pelas vendas é a TicketMaster. Erika Hilton acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Procon São Paulo.
“Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos? Houve venda prévia aos cambistas? Pros cambistas, não havia limites de vendas de ingressos? Os cambistas faziam parte da campanha publicitária de venda do Banco Santander?”, questionou Hilton no X.
🚨 Estou acionando as autoridades sobre as graves irregularidades na venda de ingressos para o show do Harry Styles em São Paulo.
Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos?… pic.twitter.com/Uhq3RsU2OC
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 26, 2026
“Com isso, a empresa conseguia criar uma escassez artificial, vender apenas uma parcela dos ingressos com o preço oficial e direcionar o resto aos cambistas, que inflavam os preços e repassavam uma COMISSÃO para a TicketMaster”, escreveu Erika.
Já o deputado estadual Cortez disse que acionou o Procon, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ele relembrou que o cambismo configura crime contra a economia popular e possui penas de até 4 anos de reclusão e multa. “Recebi várias provas da ação de cambistas durante a pré-venda do show do Harry Styles”, afirmou ele.
TicketMaster já protagonizou problemas com Pearl Jam
Em 1994, o Pearl Jam entrou em confronto com a Ticketmaster ao acusar a empresa de cobrar taxas de serviço abusivas, que encareciam os ingressos e limitavam o acesso do público aos shows. A banda defendia preços mais baixos e passou a questionar o controle da companhia sobre grande parte das casas de espetáculos nos Estados Unidos.
Como forma de resistência, o grupo apresentou uma queixa antitruste ao Departamento de Justiça e tentou realizar uma turnê fora do circuito dominado pela Ticketmaster. A iniciativa, porém, esbarrou em dificuldades logísticas, problemas de segurança e redução de receita, o que levou ao cancelamento de várias apresentações.
A investigação federal foi encerrada em 1995 sem punições à empresa, representando uma derrota simbólica para o Pearl Jam, que voltou a utilizar a Ticketmaster anos depois. Ainda assim, o embate se tornou um marco na discussão sobre a concentração de poder no mercado de shows e antecipou críticas que continuam atuais sobre taxas e exclusividade na venda de ingressos.