Golpes usam nomes de órgãos do governo para enganar contribuintes

Falsos sites e mensagens prometem descontos, simulam cobranças da PGFN e da Receita e usam dados pessoais para dar aparência de autenticidade. Únicos canais oficiais são o Regularize e o e-CAC

, em Uberlândia

A crescente onda de golpes que imitam canais oficiais da União levou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal a reforçar orientações nesta semana, após relatos de fraudes que utilizam sites falsos, dados pessoais e mensagens de alerta para convencer contribuintes a regularizar dívidas inexistentes. As instituições esclareceram que não enviam cobranças por aplicativos de mensagem, não cancelam CPF, não bloqueiam PIX e não oferecem descontos por links externos. Essas medidas se tornaram o ponto central das armadilhas digitais.

Print de mensagem fake no WhatsApp
Golpes usam nome de órgãos do Governo Federal para aplicar golpes – Crédito: Governo Federal/Reprodução

Golpes usam nomes de órgãos do Governo Federal

A PGFN tem recebido denúncias de páginas e aplicativos que reproduzem a aparência do portal Regularize, ambiente oficial de negociação de dívidas com a União. As mensagens fraudulentas, enviadas principalmente pelas redes sociais, afirmam que o contribuinte pode ter o CPF cancelado ou contas bancárias bloqueadas caso não clique no link e faça o pagamento imediato. Nenhuma dessas ameaças é verdadeira.

O coordenador-geral da Dívida Ativa da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Eduardo Bucci, explicou que bloqueios de bens só podem ocorrer por determinação judicial, em processo formal, com direito à defesa. Ele também reforçou que a PGFN não usa WhatsApp para cobranças, apenas SMS com o remetente 29347. Para acessar o Regularize, o contribuinte deve utilizar exclusivamente o login do gov.br, o que impede que golpistas solicitem CPF ou senha por outros meios.

Entre julho e outubro, a PGFN, em parceria com a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, conseguiu retirar do ar seis aplicativos fraudulentos e encaminhou pedido urgente para derrubar mais um site que simulava o portal Regularize. Além disso, têm sido intensificadas campanhas educativas de prevenção.

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A Receita Federal também alertou para golpes semelhantes. Segundo o órgão, unidades de atendimento em diferentes regiões do país têm registrado queixas de cobranças falsas enviadas por SMS, e-mail ou WhatsApp. Algumas páginas fraudulentas chegam a exibir nome, CPF e endereço do contribuinte, estratégia usada para transmitir confiança.

A Receita esclarece, porém, que não envia boletos nem links externos. Qualquer pendência tributária só aparece no e-CAC, acessado pelo site oficial da Receita Federal. No caso dos golpistas, os links usados não pertencem ao domínio gov.br, ainda que copiem cores, brasões e assinaturas de órgãos públicos.

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Outro elemento recorrente nas fraudes é a criação de senso de urgência: mensagens que ameaçam bloqueio do CPF, cancelamento de PIX ou descontos exclusivos para quem pagar em poucos minutos. Para evitar prejuízos, a orientação é sempre digitar manualmente os endereços oficiais no navegador e nunca clicar em links suspeitos.

Os órgãos reforçam que as consultas e negociações devem ser feitas exclusivamente nos canais oficiais:

  • regularize.pgfn.gov.br (PGFN);
  • receita.economia.gov.br (e-CAC).