Terremoto já deixou 224 mortos; veja a situação na Colômbia
Equipes de resgate trabalham entre os escombros após terremoto que deixou centenas de mortos e milhares de desaparecidos no país.
O número de mortos subiu para 224 após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10). Enquanto equipes de resgate trabalham para localizar cerca de 3 mil pessoas desaparecidas, um novo tremor, de magnitude 3,8, foi registrado em San José del Palmar. Desde o primeiro abalo, mais de 20 eventos sísmicos foram registrados na região.

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Equipes de emergência formadas por policiais, soldados e voluntários trabalham durante a noite com o auxílio de escavadeiras e também manualmente para localizar possíveis sobreviventes sob os escombros. Segundo a imprensa local, o terremoto provocou destruição em diversas cidades e deixou milhares de pessoas desabrigadas.
De acordo com a Asocapitales, entidade que reúne os principais centros urbanos do país, a maior parte das mortes ocorreu em grandes cidades. Pereira, capital de Risaralda, está entre as áreas mais afetadas, com 72 mortes registradas pelas autoridades locais.
O terremoto também provocou o desabamento de edifícios em diferentes municípios e causou danos a hospitais e outros pontos da infraestrutura. Equipes de emergência ainda trabalham na localização de pessoas que podem estar presas sob os escombros.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o terremoto teve magnitude 7,4 e ocorreu a 107 quilômetros de profundidade. Já o Serviço Geológico Colombiano classificou o tremor como o mais forte registrado no país no século 21.
Luta contra o tempo: busca por vítimas do terremoto
Em Cali, uma das cidades mais afetadas, equipes do Corpo de Bombeiros resgataram um homem de 35 anos que estava sob os escombros de um prédio que desabou pouco antes das 4h de terça-feira. O homem foi localizado quase 24 horas após o terremoto atingir o oeste do país.
As equipes de emergência também localizaram outros sobreviventes. Segundo relatos, moradores retiraram pelo menos cinco pessoas de um hotel parcialmente destruído. Em outras áreas da cidade, corpos de vítimas foram encontrados sob os escombros. Até então, 85 mortes haviam sido confirmadas em Cali.
O presidente, Abelardo de la Espriella, esteve novamente em Cali na noite de segunda-feira para acompanhar as operações. Segundo ele, cerca de 5 mil casas foram destruídas e 188 pessoas estavam desaparecidas no departamento de Valle del Cauca.
O prefeito de Cali, Alejandro Eder, afirmou que as equipes de emergência resgataram 37 pessoas de cerca de 40 edifícios que desabaram completamente na cidade. O governo também mobilizou mais de mil soldados para reforçar a segurança e conter saques e outros distúrbios registrados durante as ações de resposta ao desastre.
Poucas horas após o abalo, De la Espriella decretou estado de emergência e afirmou que comandaria pessoalmente as ações de resposta. O presidente passou inicialmente pelo departamento de Chocó e, depois, seguiu para Cali.
Para atuar nas áreas mais afetadas, o governo enviou equipes lideradas por ministros do gabinete recém-formado. As autoridades também passaram a divulgar atualizações periódicas sobre os trabalhos de resgate e assistência à população.
De la Espriella também tinha uma visita prevista a Pereira para acompanhar os impactos provocados pelo fenômeno e as medidas adotadas para atender os moradores.
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Ajuda internacional à Colômbia
O terremoto mobilizou governos de diferentes países, que ofereceram equipes de resgate e ajuda humanitária à Colômbia. Ainda na segunda-feira, o governo brasileiro colocou à disposição do país estruturas de pesquisa e resgate. Os Estados Unidos, por sua vez, anunciaram R$ 79 milhões em ajuda para ações de emergência.
A Venezuela também manifestou solidariedade e ofereceu o envio de equipes especializadas em resgate e ajuda humanitária. O governo venezuelano destacou os laços de cooperação entre os países latino-americanos e apresentou condolências às famílias das vítimas.
Outros países da América Latina, como Equador, Chile, El Salvador, México e Panamá, também disponibilizaram apoio humanitário. Na Europa, governos de Portugal, Itália e Ucrânia manifestaram solidariedade aos colombianos.
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