Delegacia abandonada no Umuarama assusta moradores e vira foco de invasões
Prédio da antiga unidade da Polícia Civil está tomado por mato, depredação e invasões; vizinhos relatam medo constante e cobram solução urgente
A antiga delegacia abandonada no Umuarama, onde antes funcionava a 16ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Minas Gerais, passou de referência em segurança a foco de preocupação para moradores de Uberlândia. Atualmente, o prédio está deteriorado, com acesso livre e sinais evidentes de invasão, o que tem alimentado a sensação de insegurança no bairro.
Logo na fachada, o abandono é evidente, com letras despencando, mato alto encobrindo a entrada e estruturas comprometidas. No interior, o cenário é ainda mais crítico. Sem qualquer tipo de proteção, o imóvel foi invadido e passou a ser usado como abrigo improvisado, além de estar associado a práticas ilícitas, segundo relatos de moradores.
Um vizinho, que preferiu não se identificar por medo, resume a realidade enfrentada por quem vive na região. “Ninguém dorme tranquilo. O prédio virou ponto de uso de drogas, prostituição e até tráfico. É uma insegurança total”.

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Antiga delegacia abandonada no Umuarama expõe descaso
Além das invasões, o imóvel apresenta sinais evidentes de deterioração. Vidros quebrados, portas arrombadas, fiação arrancada e sujeira espalhada por todos os cômodos revelam o nível de abandono. Em algumas áreas, a destruição é tão avançada que o prédio se tornou insalubre.
O contraste chama atenção, o local que antes concentrava operações da Polícia Civil de Minas Gerais hoje está completamente vulnerável.
Essa não é uma situação recente. Ainda em 2011, uma vistoria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais já apontava que o prédio não oferecia condições adequadas de funcionamento e deveria ser demolido ou reconstruído. Mesmo assim, a estrutura continuou sendo utilizada por anos antes de ser desativada.

Imóvel entrou em lista para pagamento de dívida bilionária
Após a desativação, o prédio passou a ter usos pontuais, como depósito. Com o tempo, foi completamente abandonado. Em maio de 2025, o imóvel entrou na lista de bens que o Estado de Minas Gerais ofereceu à União como parte de um pacote para abatimento de dívidas públicas.
A medida faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que busca reduzir um débito estimado em cerca de R$ 165 bilhões. Mesmo com a redução da lista inicial de imóveis, a antiga delegacia segue incluída e sem destinação definida.
Autoridades reconhecem abandono, mas solução ainda não saiu
Procurada, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o imóvel deixou de ser utilizado para atividades operacionais e que medidas foram adotadas, como retirada de materiais, incineração de substâncias apreendidas e lacramento do prédio.
Na prática, porém, o lacre não se sustenta. O acesso continua livre.
Já a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais informou que a destinação do imóvel ainda está em análise e que qualquer decisão seguirá critérios técnicos, legais e de interesse público.
Enquanto isso, quem mora nas proximidades convive com a incerteza e com o medo. “É um prédio público que deveria trazer segurança, mas hoje está sendo usado para desestabilizar o bairro”, desabafa outro morador.
Insegurança cresce e solução segue indefinida
Sem manutenção, sem vigilância e sem definição de uso, a antiga delegacia se tornou um problema urbano que se arrasta há anos. A estrutura degradada e o acesso facilitado transformaram o espaço em um ponto sensível para a segurança da região.
Até que uma solução definitiva seja adotada, o cenário segue o mesmo: abandono, risco e uma sensação crescente de que o problema está longe de ser resolvido.