Escolas estaduais de Uberlândia normalizam aulas após suspensão de greve

Levantamento em escolas como Museu e Custódio da Costa Pereira indica retomada das aulas; Sind-UTE/MG altera estratégia e agenda nova paralisação de 72 horas no fim do mês

, em Uberlândia

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O funcionamento da rede estadual de ensino em Uberlândia se aproxima da normalidade nesta quinta-feira (19). Após assembleia realizada na quarta-feira (18), o Sind-UTE/MG decidiu encerrar a greve por tempo indeterminado e adotar paralisações pontuais. Com isso, a maior parte das escolas da cidade já retomou o calendário regular de aulas.

Escolas estaduais de Uberlândia normalizam aulas
Greve perde força e maioria das escolas estaduais volta a funcionar em Uberlândia – Crédito: Street View/Reprodução

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Escolas estaduais de Uberlândia normalizam aulas

Um levantamento realizado pela reportagem do Paranaíba Mais em unidades escolares estaduais de Uberlândia confirma que a adesão à greve caiu após a decisão.

Confira a situação atualizada das principais unidades apuradas:

  • E.E. Custódio da Costa Pereira: sem paralisação.
  • E.E. Enéas Vasconcelos: sem paralisação.
  • E.E. de Uberlândia (Museu): sem paralisação e sem previsão de novas interrupções imediatas.
  • E.E. Professor José Ignácio de Sousa: registra alguns professores em greve e a unidade deve passar por nova deliberação interna.
  • Conservatório Estadual de Música: de 10 professores anteriormente em greve, dois ainda não retornaram da paralisação.

Apesar da retomada na maioria das unidades, a adesão ainda varia entre as escolas, já que a decisão de participar das paralisações é individual.

Rotina escolar é afetada de forma desigual

Iniciada no último dia 4 de março, a greve estadual teve baixa adesão nas escolas de Uberlândia desde o início.

A paralisação foi deflagrada após o Governo de Minas anunciar reajuste salarial de 5,4% para os servidores, índice considerado insuficiente pela categoria. O Sind-UTE/MG defende um percentual maior e cobra a recomposição das perdas salariais acumuladas desde 2019.

O impacto nas salas de aula foi desigual, com escolas funcionando parcialmente ou adotando horários reduzidos. Para muitas famílias, a falta de aulas regulares trouxe reflexos tanto na organização da rotina quanto no aprendizado dos estudantes. Pais relataram dificuldades enfrentadas e incertezas durante o período de paralisação.

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Mesmo com aulas, movimento segue com novas datas

Embora as aulas tenham sido retomadas agora, os pais e responsáveis devem ficar atentos ao calendário da próxima semana. Em assembleia no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), os trabalhadores decidiram por um calendário de lutas unificado.

A nova estratégia prevê uma greve de 72 horas nos dias 24, 25 e 26 de março. O objetivo, segundo o sindicato, é pressionar o governo contra o leilão de escolas estaduais (projeto de parceria público-privada) previsto para o dia 25, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, além de cobrar o reajuste salarial de 5,4%.