Confira a situação nas escolas consultadas:
- Escola Estadual Jardim Ipanema – aulas paralisadas após decisão interna.
- Escola Estadual de Uberlândia (Museu) – funcionamento normal, com apenas um professor em greve.
- Escola Estadual José Ignácio – paralisação parcial; maioria dos professores mantém aulas, com ajuste de horários.
- Escola Estadual Custódio da Costa Pereira – aulas normais, sem adesão.
- Escola Estadual Messias Pedreiro – funcionamento mantido.
- Escola Estadual Américo René Giannetti – aulas mantidas, com paralisação de funcionárias da cantina.
- Escola Estadual Parque São Jorge – aulas normais.
- Escola Estadual Segismundo Pereira – funcionamento normal.
- Escola Estadual Maria da Conceição Barbosa de Souza – sem paralisação.
- Escola Estadual Professor Nélson Cupertino – aulas seguem normalmente.
A participação na greve é uma decisão individual. Cada professor ou servidor escolhe se adere ou não ao movimento, o que explica a diferença no funcionamento entre as escolas.
Medo e incerteza assolam servidores
A principal barreira para o crescimento da greve é o bolso, dizem os educadores ouvidos pela reportagem. Em entrevista ao Paranaíba Mais, o professor de sociologia João Pedro Marinho, que leciona na Escola Estadual do Parque São Jorge, na zona sul da cidade, resume o sentimento de muitos colegas: o apoio à causa existe, mas a sobrevivência e o aspecto financeiro falam mais alto.
“A gente precisa lutar por um salário melhor, mas se eu paro, a folha de pagamento é cortada. Se o salário já está parado, como vamos pagar água, energia e outras contas que não param?”, questiona o docente.
A categoria reclama de uma defasagem salarial que chegaria a 41,83% acumulada desde 2019. Contudo, o receio de que o Governo de Minas não restitua os valores descontados durante a paralisação faz com que muitos prefiram aguardar os próximos passos do sindicato antes de cruzar os braços.
“Estamos à frente da educação, ensinando e dando nosso melhor para essas crianças. A população precisa entender que é um movimento coeso. Precisamos desse aumento, porque a defasagem impacta diretamente no nosso trabalho. Continuo com a mesma quantidade de aulas semanais, mas temos mais responsabilidades e um trabalho que está defasado”, afirmou João Pedro.
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Governo emite posicionamento
O Governo de Minas informou, em nota, que desde 2019 tem trabalhado para reorganizar as contas públicas e regularizar o pagamento dos servidores.
O Executivo destacou que, em 2022, concedeu reajuste de 10,06% ao funcionalismo; em 2024, houve nova recomposição de 4,62%; e que o 13º salário voltou a ser pago em dia.
Como fica para alunos e pais
Em Uberlândia, até o momento, pais e alunos encontram a maior parte das escolas estaduais em funcionamento. No entanto, como a adesão é individual e o movimento segue em andamento, o cenário pode mudar nos próximos dias.
A orientação é que as famílias acompanhem os comunicados de cada unidade escolar para saber se haverá alteração no horário ou suspensão de aulas.