Assembleia Geral na UFU é marcada por pancadaria e confusão

Plenária foi convocada para tratar da segurança nos campi e de uma possível ocupação da Reitoria a partir da próxima semana

Da Redação , em Uberlândia

Uma Assembleia Geral na UFU foi marcada por pancadaria e muita confusão entre os estudantes na noite desta sexta-feira (29). A plenária aconteceu no campus Santa Mônica e foi convocada por estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com o intuito de cobrar melhorias na segurança da Universidade e, ao fim, uma possível ocupação da Reitoria caso não obtenham respostas às reivindicações.


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O movimento ocorre uma semana após o episódio em que um homem tentou agarrar e levar uma aluna a uma sala no campus Pontal, em Ituiutaba. 

A Assembleia Geral na UFU foi convocada após votação no Conselho de Diretórios Acadêmicos, na terça-feira (26). O conselho reúne representantes de cada um dos cursos da UFU, e decidiu, em sua maioria, convocar uma plenária aberta a todos os estudantes para votar uma possível greve nos campi da UFU, uma vez que o campus Pontal já estava paralizado. 

A plenária ocorreu no final da tarde desta sexta-feira (29) em vários campi da UFU. Segundo relato dos estudantes, a assembleia iniciou com fala de estudantes de cada um dos campi da UFU e, em seguida, foram votadas sete reivindicações para a formulação de um documento que será enviado à Reitoria.

Na sequência, houve a votação da possível ocupação da Reitoria, caso os estudantes não recebessem um parecer favorável em relação ao documento. Ao todo, foram 533 votos a favor da ocupação, 117 contra e 10 abstenções.

Briga na Assembleia Geral na UFU

A briga na Assembleia Geral na UFU aconteceu no bloco 3Q, do Campus Santa Mônica.  De acordo com estudantes que estavam presentes, existia um grupo que pressionou para que a votação sobre a ocupação acontecesse mais rápida.

Ainda segundo as estudantes, neste momento, uma das portas do auditório foi fechada. Segundo uma das estudantes, o grupo estava interrompendo o debate repetidas vezes. A votação ocorreu, e os organizadores da plenária teriam contado os votos de pessoas que estavam dentro e fora do auditório.

Após a votação, o grupo que estava de fora tentou mais uma vez entrar no auditório. Segundo estudantes ouvidos pela reportagem, uma aluna teria sido agredida pelo grupo que tentava entrar no auditório, e os grupos que já estavam discutindo, começaram a se agredir. Houve empurrões, gritos de ordem e confusão.

A reportagem entrou em contato com o Diretório Central dos Estudantes e aguarda posicionamento.

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O caso do Campus Pontal

Na última quinta-feira (21), um homem sem vínculo institucional com a UFU invadiu o Campus Pontal, em Ituiutaba, e atacou uma estudante. De acordo com a nota divulgada pela universidade, a vítima recebeu ajuda imediata de integrantes da comunidade acadêmica e da equipe de vigilância. A PM foi acionada rapidamente e prendeu o suspeito após a ocorrência.
A Polícia Militar classificou a infração como “constragimento ilegal”. A universidade informou que o homem tentou “violentar uma estudante” e a Polícia Civil segue investigando o caso e ainda concluirá o inquérito. 

Greve na UFU
Campus Pontal foi ocupado pelos estudantes no dia 21 de maio, com suspensão das aulas – Crédito: Milton Santos/ UFU

Como reação ao episódio e ao clima de insegurança no campus, estudantes iniciaram uma ocupação nas dependências da instituição em Ituiutaba. O movimento condicionou a retomada das atividades à criação de uma mesa de negociação direta com a Reitoria.

Na terça-feira (26), o reitor foi até o campus para negociar com os estudantes e afirmou que foi estabelecido “um cronograma de ações de curto, médio e longo prazo, que após submissão na Assembleia Geral [do movimento] e deliberação, o campus será liberado, se assim for decidido pelos estudantes”. 

Após a reunião, os grevistas realizaram uma plenária e foi definido a continuação da ocupação.