Servidores de MG terão reajuste de 5,4%; veja quem entra
Projetos avançam na Assembleia e podem ser votados em definitivo; recomposição será retroativa e inclui diferentes órgãos do Estado
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais avançou na tramitação dos projetos que garantem recomposição salarial para servidores de MG. Nesta quinta-feira (26), a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) aprovou, em 2º turno, os pareceres favoráveis às propostas, que agora seguem para votação definitiva em Plenário.
O principal projeto, de autoria do Executivo (PL 5.323/26), prevê revisão geral de 5,4% para servidores civis e militares da administração direta, autárquica e fundacional. O reajuste será aplicado de forma linear e com efeitos retroativos a janeiro de 2026, alcançando a maior parte do funcionalismo estadual.

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Servidores da ativa e aposentados acompanharam a reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e promoveram um protesto silencioso no local. Com faixas e cartazes, os manifestantes cobraram a concessão de um reajuste salarial mais expressivo por parte do poder público.
Durante a análise na comissão, o relator e presidente do colegiado, deputado Zé Guilherme (PP), apresentou duas modificações ao texto. Uma delas redistribui competências administrativas entre órgãos do governo estadual. A outra amplia o acesso ao auxílio fardamento para carreiras da Polícia Civil, incluindo auxiliares, técnicos assistentes e analistas.
Antes disso, ainda na votação em 1º turno, os parlamentares haviam retirado um trecho considerado redundante sobre complementação salarial para auxiliares da educação básica, já prevista em legislação vigente.
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Emendas rejeitadas
Ao todo, dez emendas foram apresentadas ao projeto, mas todas foram rejeitadas pela comissão. Entre elas, propostas que sugeriam aumento maior, de 9,36%, para servidores civis e militares, além de reajustes específicos para profissionais da educação e da segurança pública.
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Também foram recusadas alterações que tratavam de benefícios adicionais, como gratificações, adicionais de insalubridade e periculosidade, além da incorporação de vantagens para fins de aposentadoria.
Outros órgãos
Além do Executivo, a FFO também aprovou propostas de recomposição salarial para servidores de outros órgãos do sistema de Justiça e controle.
Para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o índice previsto é de 5,53%, referente à inflação entre maio de 2024 e abril de 2025, com efeitos retroativos a maio do ano passado. O mesmo percentual e período foram adotados para servidores do Ministério Público.
Já a Defensoria Pública do Estado terá recomposição de 4,44%, retroativa a fevereiro de 2026. No caso do Tribunal de Contas do Estado, o reajuste previsto é de 10,94%, reunindo perdas inflacionárias acumuladas em anos sem revisão.
Todos os projetos já estão aptos para votação definitiva no Plenário da Assembleia. Se aprovados, os reajustes passam a valer conforme os prazos e condições estabelecidos em cada proposta.