Preço de combustíveis deve subir a partir do dia 1º; entenda

Reajuste do ICMS aprovado pelo Confaz eleva imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha em todo o país

, em Uberlândia

Os combustíveis vendidos no Brasil podem registrar aumento de preço a partir de 1º de janeiro, com impacto direto no bolso dos consumidores. A mudança ocorre após a decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reajustou os valores do ICMS cobrados sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de setembro e passa a valer no início de 2026.

Preço de combustíveis
Combustíveis podem ficar mais caros a partir de janeiro com reajuste de imposto – Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Desde 2023, o ICMS dos combustíveis passou a ter valor único em todo o território nacional. Antes disso, cada estado definia sua própria alíquota, o que gerava diferenças de preços entre as regiões. Agora, cabe ao Confaz, órgão formado pelos secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal, sob coordenação do Ministério da Fazenda, definir o valor de referência.

Preço de combustíveis a partir de 1º de janeiro

Com a mudança aprovada, os valores do imposto ficam assim:

  • Gasolina: acréscimo de R$ 0,10 por litro, com ICMS fixado em R$ 1,57
  • Etanol anidro (misturado à gasolina): passa a ter o mesmo valor de acréscimo da gasolina
  • Diesel: aumento de R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17
  • Gás de cozinha (GLP): ICMS sobe de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, o que representa aumento de R$ 1,05 em um botijão de 13 kg

Preço na bomba pode subir

Embora o preço final dos combustíveis seja livre, a expectativa do mercado é de repasse do aumento ao consumidor. Segundo Vitor Sabag, da empresa de tecnologia Gasola, em texto divulgado pela Fecombustíveis, a tendência é de alta.

“A tendência é de aumento, mas o preço é livre. Pode haver distribuidores que não queiram repassar a alta, mas é difícil imaginar um cenário em que uma revendedora absorva totalmente esse custo”, avalia.

Especialistas apontam que os reajustes costumam ocorrer de forma gradual, conforme a reposição dos estoques nos postos. Ainda assim, a combinação de imposto maior e preços já pressionados deve pesar no orçamento dos consumidores logo no início do ano.

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Setor critica aumento da carga tributária

Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes de Minas Gerais (Minaspetro) criticou o reajuste e lamentou que os combustíveis sejam novamente usados como instrumento de arrecadação.

A entidade afirma que aumentos sucessivos acabam impactando diretamente o consumidor final e elevam os custos de transporte e logística.

Reajustes já são sentidos em Uberlândia

Em Uberlândia, os preços já vinham em alta antes mesmo da entrada em vigor do novo ICMS. Em dezembro, o etanol subiu cerca de 4,66%, passando de R$ 4,29 para até R$ 4,49 em alguns postos da cidade. A gasolina registrou reajuste menor, saindo de aproximadamente R$ 5,97 para R$ 5,99.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o aumento do etanol na cidade foi superior à média nacional. No Brasil, o preço médio do biocombustível chegou a R$ 4,50, com alta de 1,81% na comparação com a primeira quinzena de novembro.