Pedágios da Ecovias podem subir até 16,9%; veja quando
Reajuste dos pedágios da Ecovias pode chegar a 12% na BR-050 e 16,9% nas BRs 365 e 364; novas tarifas devem entrar em vigor até setembro
Os motoristas que trafegam pelas principais rodovias do Triângulo Mineiro e região devem se preparar para o reajuste dos pedágios da Ecovias. As projeções indicam aumento médio de 12% na BR-050 e de aproximadamente 16,9% nas BRs 365 e 364.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda analisa os cálculos e não publicou os novos valores no Diário Oficial da União. Após a publicação da autorização, as novas tarifas entrarão em vigor dois dias depois.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (19), o diretor-superintendente da Ecovias Minas Goiás e da Ecovias Cerrado, Matheus Fernandes, afirmou que a expectativa é aplicar os novos valores nos próximos dias. “Estamos no estágio de aprovação final, com a expectativa de publicação desse reajuste para passar a valer, no mais tardar, no início de setembro”, explicou.

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Reajuste dos pedágios da Ecovias será diferente nas rodovias
Na BR-050, administrada pela Ecovias Minas Goiás no trecho entre Delta, no Triângulo Mineiro, e Cristalina, em Goiás, a previsão é de reajuste médio de 12%. As tarifas não terão o mesmo valor em todas as praças. O contrato estabelece preços diferentes conforme a localização e o Trecho de Cobertura da Praça (TCP).
Segundo Fernandes, o cálculo considera a inflação acumulada no período, alterações previstas no contrato e investimentos concluídos ao longo do ano. Entre as intervenções está a duplicação de trechos próximos a Catalão, em Goiás. A concessionária espera que a ANTT autorize o reajuste na BR-050 ainda em agosto. Os valores definitivos, no entanto, serão conhecidos somente após a publicação da decisão.
Pedágios das BRs 365 e 364 podem subir 16,9%
Nas BRs 365 e 364, administradas pela Ecovias Cerrado entre Uberlândia e Jataí, a projeção aponta reajuste de aproximadamente 16,9%. Diferentemente da BR-050, o contrato estabelece tarifa única para uma mesma categoria de veículo em todas as praças.
O percentual projetado é maior porque o último reajuste ocorreu em novembro de 2024. Dessa forma, o processo tarifário de 2026 considera a inflação acumulada em quase dois anos. “Estamos praticamente dois anos sem reajuste. Por isso, o impacto da inflação acaba sendo um pouco maior, porque carregamos a inflação de dois períodos”, disse Fernandes.
O cálculo ainda passa pela análise técnica da ANTT. A concessionária prevê a divulgação do percentual definitivo entre o fim de agosto e o início de setembro.

Por que os pedágios vão ficar mais caros?
Segundo a Ecovias, o reajuste considera a inflação e os investimentos executados nas rodovias. Os contratos também preveem mecanismos que podem reduzir a tarifa quando a concessionária deixa de entregar determinadas obras ou serviços nas condições estabelecidas.
Fernandes afirmou que os percentuais projetados refletem tanto a inflação acumulada quanto a conclusão de investimentos que ainda estavam em andamento nos anos anteriores. “Hoje, o usuário estará pagando pelos serviços que já prestamos e pelos investimentos que já executamos”, declarou.
Anel Viário de Uberlândia pode entrar na concessão
Além do reajuste, a Ecovias Cerrado estuda incorporar à concessão um trecho do Anel Viário Ayrton Senna, entre a saída para Araguari e o entroncamento com a BR-365, na saída para Monte Alegre de Minas. A concessionária realiza estudos de engenharia e tráfego e pretende encaminhar os resultados à ANTT até o fim de 2026. A expectativa é que a agência analise a viabilidade da inclusão ao longo de 2027.
O processo ainda está em fase de estudos e não há decisão sobre a incorporação do trecho. A concessionária também não descarta a possibilidade de instalação de uma nova praça de pedágio caso o Anel Viário passe a integrar o contrato.
Quer saber quanto vai custar o pedágio na sua viagem? O Portal Paranaíba Mais acompanha a definição das novas tarifas e atualizará os valores de cada praça assim que a ANTT publicar o reajuste.