Novo Desenrola é liberado e renegociação de dívidas começa a valer

Sistema foi ativado nesta terça (5) e permite que bancos formalizem acordos com clientes endividados

, em Uberlândia

O governo federal liberou, às 18h desta terça-feira (5), o sistema que viabiliza a nova fase do Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas físicas e pequenos negócios. A medida marca o início da operação completa do programa em todo o país.

Com a ativação da infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO), os bancos passam a registrar oficialmente os acordos dentro do programa, ampliando a oferta de renegociação aos clientes.

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Nova Desenrola Brasil
Nova fase do Desenrola Brasil permite que consumidores negociem dívidas diretamente com bancos – Créditos: Arquivo Pessoal

O governo anunciou o sistema na segunda-feira (4), ao lançar uma nova etapa do programa por meio de medida provisória. A expectativa é beneficiar milhões de brasileiros com descontos, prazos maiores e juros reduzidos.

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Como funciona o Novo Desenrola

O programa substitui dívidas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, por crédito com condições mais acessíveis. Para isso, o governo oferece garantias por meio do FGO, o que reduz o risco para os bancos.

Os descontos variam de 30% a 90%, conforme o tipo de dívida e o tempo de inadimplência. A taxa de juros máxima é de 1,99% ao mês, com prazo de pagamento de até 48 meses.

Podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, desde que as dívidas tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estejam em atraso entre 90 dias e dois anos.

O que muda com a liberação

Com o sistema em funcionamento:

  • bancos passam a formalizar acordos dentro do programa;
  • o governo garante parte das operações;
  • a oferta de renegociação deve aumentar nos próximos dias.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras já estavam preparadas para operar o sistema após testes realizados recentemente.

Como participar

A adesão ocorre pelos canais oficiais dos bancos, como aplicativos, sites e agências. Cada instituição identifica os clientes elegíveis e apresenta propostas de renegociação. O consumidor pode consultar as dívidas disponíveis, avaliar condições e fechar o acordo de forma digital.

O governo orienta que os usuários evitem acessar links enviados por mensagens ou redes sociais para não cair em golpes.