Greve dos Correios termina nesta quarta-feira (31), após decisão do TST

Decisão garante reposição salarial de 5,10% aos trabalhadores, em acordo com vigência de 1 ano

, em Uberlândia

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, nesta terça-feira (30), pelo fim da greve dos trabalhadores dos Correios. O retorno foi definido em uma sessão extraordinária e começa a valer a partir desta quarta-feira (31/12).

greve dos correios
Greve dos Correios chega ao fim com acordo de reajuste salarial e permanência de direitos – Créditos: Joédson Alves/Agência Brasil

Entre as determinações, está o reajuste salarial de 5,10%, com efeitos retroativos a agosto de 2025, além da manutenção da maior parte das cláusulas trabalhistas já existentes. O acordo terá vigência de um ano.

Principais pontos da decisão

O julgamento garantiu aos trabalhadores:

  • Reajuste salarial de 5,10%, retroativo a agosto de 2025;
  • Manutenção das cláusulas trabalhistas preexistentes, incluindo:
    • adicional de 70% nas férias;
    • adicional de 250% para trabalho em fins de semana e feriados;
  • Redução de jornada para mães atípicas;
  • Reconhecimento de que a greve foi legal, sem caracterização de abuso;
  • Vigência do acordo por 1 ano.

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Desconto dos dias parados

O movimento grevista teve início no dia 16 de dezembro, com adesão de sindicatos em nove estados, incluindo Minas Gerais, e envolveu 12 das 36 entidades sindicais que representam os trabalhadores da estatal.

O TST acolheu o pedido da empresa para que haja desconto dos dias não trabalhados durante a greve, que será feito de forma parcelada, em três vezes, diretamente na folha de pagamento.

As entidades sindicais informaram que irão realizar assembleias entre hoje e amanhã para deliberar sobre os próximos encaminhamentos e orientar oficialmente a categoria.

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Greve e crise nos Correios

A paralisação gerou impactos em todo o país, com atrasos na entrega de encomendas, especialmente no período de fim de ano.

Durante o julgamento, advogados dos Correios ressaltaram que o impasse ocorreu em meio à crise financeira da estatal, que acumula prejuízos bilionários desde 2023. A empresa apresentou recentemente um plano de reestruturação, que prevê:

Apesar do cenário financeiro adverso, o TST entendeu que os direitos históricos da categoria deveriam ser preservados, garantindo reajuste e estabilidade mínima aos trabalhadores.