Greve de pilotos é cancelada após acordo de reajuste salarial
Categoria negociou e conseguiu aumento salarial pelo INPC de 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação; entenda acordo que derrubou a greve de pilotos
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O Ministério de Portos e Aeroportos e o Sindicato da categoria anunciaram que não haverá greve na aviação brasileira. A possível paralisação foi anunciada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) na última semana, no período de maior movimento nos aeroportos devido às festas de fim de ano. A decisão foi tomada após a aprovação da proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para 2025/2026.
A assembleia-geral para decidir sobre a eventual greve, que estava marcada para a manhã desta segunda-feira (29), foi cancelada. A votação da CCT registrou 65,93% de votos a favor, 32,77% contra e 1,29% de abstenção.
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Segundo o MPor, as negociações foram realizadas entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor e mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). “O diálogo se desenvolveu de forma responsável e colaborativa, sob o acompanhamento do Ministério e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), resultando em um acordo que estabelece ajustes em pontos relevantes das reivindicações trabalhistas, garantindo segurança jurídica e estabilidade para o setor”, informou em nota.
Em suas redes sociais, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou a decisão. “Acordo firmado entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas e as empresas aéreas, com mediação do TST, garante a normalidade dos voos e segurança aos passageiros. Fortalecendo ainda mais o turismo de negócios e de lazer”, informou no X.
O que os aeronautas reivindicavam com a greve de pilotos e comissários
Entre as principais reivindicações dos aeronautas estão recomposição salarial pelo INPC acrescido de 3%, reajuste do vale-alimentação pelo INPC mais R$ 105, criação de previdência privada, aumento das diárias internacionais – com acréscimo de US$ 4 para voos na América do Sul, Estados Unidos e América Central – e pagamento em dobro da hora noturna. A pauta incluía ainda medidas de combate à fadiga, tema relacionado à saúde dos tripulantes e à segurança operacional.
Com a contraproposta, o TST sugeriu reajuste salarial pelo INPC + 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação.