Alta do ICMS: gasolina passa de R$ 6,39 em postos de Uberlândia
Reajuste do imposto, válido em todo o país desde 1º de janeiro, já impacta no valor do combustível nas bombas
O início do ano trouxe impacto direto para o bolso dos motoristas em Uberlândia. Com o aumento da alíquota do ICMS sobre combustíveis, anunciado pelos governos estaduais e do Distrito Federal, os preços do litro da gasolina e do etanol voltam a subir e já apresentam variação significativa entre os postos.

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Levantamento feito em postos da cidade mostra valores que vão de R$ 5,97 a R$ 6,39 o litro da gasolina, dependendo da região. O impacto é sentido pelos consumidores desde a segunda-feira (5).
Quanto custa a gasolina em Uberlândia
Em um levantamento realizado pela reportagem, em diferentes pontos da cidade, os preços da gasolina encontrados foram:
- R$ 5,97 – bairro Alto Umuarama;
- R$ 6,39 – bairros Morada Nova, Monte Hebron, Custódio Pereira e Martins.
A diferença entre os valores chama a atenção e reflete tanto a política de preços das revendedoras quanto o repasse gradual dos novos custos tributários.
Já o etanol teve uma alta passando de R$ 4,49 para R$ 4,79 na maioria dos postos do município.
Alta do ICMS e combustíveis mais caros
Desde 1º de janeiro, a gasolina, o etanol, o diesel e o gás de cozinha ficaram mais caros em todo o Brasil após a atualização do ICMS. O reajuste segue a legislação que estabeleceu a cobrança de um valor fixo por litro ou por quilo, igual para todos os estados, com atualização anual.
Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), as alíquotas do ICMS previstas para 2026 são:
- R$ 1,57 por litro de gasolina e etanol;
- R$ 1,17 por litro de diesel;
- R$ 1,47 por quilo do gás de cozinha;
Os aumentos correspondem a R$ 0,10 por litro de gasolina, R$ 0,05 por litro de diesel e R$ 0,08 por quilo do gás, em relação aos valores anteriores.
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Estados alegam perdas bilionárias
De acordo com o Comsefaz, o atual modelo de tributação vinha gerando perdas expressivas de arrecadação para estados e municípios, especialmente em um cenário de elevação dos preços dos combustíveis. O comitê afirma ainda que a lei aprovada pelo Congresso em 2022 reduziu a autonomia dos estados e acabou incentivando o consumo de combustíveis fósseis.
No primeiro ano de vigência da legislação, as perdas fiscais teriam superado R$ 100 bilhões por ano, segundo estimativas do órgão.
Tendência ainda é de alta
Para o setor, o repasse do aumento é praticamente inevitável. Em análise divulgada pela Fecombustíveis, o especialista Vitor Sabag, da empresa de tecnologia Gasola, avalia que a tendência segue sendo de elevação dos preços. “O preço é livre, e pode haver distribuidores que não repassem imediatamente a alta, mas é difícil imaginar um cenário em que uma revendedora absorva totalmente esse custo”, afirma.