Timbre 2026: entre ritmos e gerações, veja como foi o festival em Uberlândia
Em dois dias de festa no Teatro Municipal, evento reuniu grandes nomes da MPB, pop e rock; confira a cobertura do Paranaíba Mais
Apesar das infinitas coisas que podem dividir as pessoas, a música sempre será o idioma capaz de fazer as diferenças se movimentarem no mesmo ritmo. E independente se a letra está ou não na ponta da língua, quando o som começa, o corpo cuida do resto e coloca milhares de corações na mesma frequência.
E foi exatamente essa a essência que o Festival Timbre 2026 trouxe: “A vibração do encontro”. Nos dias 8 e 9 de agosto, no Teatro Municipal de Uberlândia, o público se conectou pelo ritmo, pelas histórias e pelos encontros.
Em conversas exclusivas com a reportagem do Paranaíba Mais, Alceu Valença e Gloria Groove, dois grandes nomes que estiveram na programação do evento, deixaram claro que a música é uma ponte capaz de conectar tempos, memórias e sentimentos.

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Alceu Valença: a marca de uma escolha que mudou tudo
Na noite de sábado (8), Alceu Valença subiu ao palco celebrando seus recém completados 80 anos de vida. Dono de clássicos que atravessam décadas e continuam ecoando entre jovens e adultos, o cantor pernambucano largou o Direito após se formar para seguir com a música.

E com a simplicidade de quem conhece a própria identidade, Alceu explicou o segredo de suas canções continuarem tão vivas ao longo dos anos. “Minha música é atemporal. Sabe por quê? Porque eu me espelho numa cultura. Eu não procuro ser ninguém. Ou seja, eu sou eu. Eu sou eu e pronto, e o boi não lambe. Faço o que eu quero, do jeito que eu quero, da maneira que eu quero e com a minha sonoridade”, disse.
Gloria Groove: 10 anos honrando os sonhos da infância
Se de um lado Alceu representa a força das raízes que permanecem, do outro Gloria Groove, que encerrou a programação do primeiro dia do Timbre, mostrou a potência de quem transforma a arte em liberdade.

Ao completar uma década de carreira, a cantora contou à imprensa que sua carreira é conectada com os sonhos de quando era criança e que permanecem muito vivos. Mas olhando para a frente, a artista destacou que a vontade de criar e buscar novos desafios continua pulsando forte.
“O acontecimento drag na minha vida é a explosão de todas as frentes artísticas que eu amo e que sempre trabalhei: junta música, teatro, maquiagem e moda. Como eu tive muitas carreiras antes de ser Gloria Groove, acredito que vou ter muitas depois também. Amo escrever, compor, estar em estúdio e tenho o sonho de fazer cinema. Por mais que esteja completando 10 anos este ano, continuo sentindo que é só o começo”, revelou.
Fim de semana com energia e diversidade nos palcos
Além das apresentações marcantes de Alceu e Gloria, o sábado no festival agitou o público do início ao fim. O rock da banda Fresno fez a multidão pular em coro com faixas históricas e trabalhos recentes. O rap de BK’ e AJulliaCosta, o metal de protesto do Black Pantera, a brasilidade do Projeto Nêga Doce e os sets da DJ Dani Salci garantiram uma noite de muita energia.
Já no domingo (9), o Timbre ainda trouxe destaque para a cena regional e grandes nomes da música nacional. O dia começou com o Funk-se, grupo de Uberlândia que sempre chega com energia, vibração e potência em todos os palcos em que passam.

A cantora NandaTsunami também foi destaque, levando ao palco a presença e a força da mulher na música, acompanhada por um público que cantou do início ao fim os sucessos da cantora, como o mais recente hit “P.I.T.T.Y, e mostrando a liberdade feminina de cantar o que quiser, enquanto ocupa todos os espaços.
Timbre 2026: festival marcado pela vibração e (re)conexão
O domingo ainda trouxe grandes apresentações do Pato Fu, Duda in the Sky, Michz & Oric e Tropikaya. Mas, uma das atrações mais esperadas foi a banda mineira Lagum, que voltou ao festival em grande estilo, abrindo a apresentação com a vibrante “Ninguém me ensinou” e colocando todo o público para cantar do começo ao fim. Em uma mistura de grandes hits e faixas mais antigas da banda, o público terminou a noite, mais uma vez, pedindo por mais.
E fechando os palcos com a sua já conhecida presença marcante, Marcelo Falcão emocionou o público ao cantar grandes sucessos d’O Rappa e de seu trabalho solo. Em diversos momentos do show, o cantor fez questão de conversar com os fãs e relembrar com carinho algumas memórias que a música já lhe proporcionou.

O artista relembrou de uma passagem sua por Uberlândia, no ano passado, quando, sem planejar muito, apareceu em um bar da cidade chamado Dboche Pub. E esse jeito de chegar e se conectar com pessoas ficou ainda mais claro em uma de suas falas no show. Falcão mostrou que quando se trata de música, ele não pensa em números, mas em como a experiência de compor e produzir arte é sinônimo de conexão: “Eu faço música enquanto faço amigos”, disse.
E foi assim, unindo palcos, ritmos e histórias, que o Festival Timbre 2026 mostrou que o encontro com a arte é transformador. Para acompanhar mais coberturas de festivais e eventos culturas em Uberlândia, acesse o portal Paranaíba Mais.