Toy Story 5 estreia nos cinemas e faz alerta sobre telas na infância
Sequência da Pixar chega aos cinemas nesta quinta-feira (18) mostrando os brinquedos disputando espaço com as telas e levanta um debate atual sobre o uso da tecnologia pelas crianças
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A franquia que marcou gerações está de volta às telonas. Sete anos após o último filme, Toy Story 5 estreia nesta quinta-feira (18) em cinemas de todo o Brasil trazendo uma história conectada aos desafios da infância contemporânea. Desta vez, Woody, Buzz, Jessie e os demais brinquedos precisam enfrentar um novo “rival”, um tablet infantil chamado Lilypad, que passa a monopolizar a atenção de Bonnie e coloca em risco o espaço das brincadeiras tradicionais.

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Além de reunir personagens conhecidos do público, a nova produção da Pixar transforma um tema presente na rotina de milhões de famílias em peça central da narrativa: a relação das crianças com as telas.
Tablets entram na história e mudam a rotina dos brinquedos
No novo longa, Bonnie enfrenta dificuldades para fazer amizades e se integrar às outras crianças da vizinhança. Tímida e diferente dos colegas — que já passam boa parte do tempo conectados — ela ainda prefere brincar com seus brinquedos.
Na tentativa de ajudá-la a socializar, seus pais decidem presenteá-la com o Lilypad, um tablet infantil equipado com jogos, aplicativos e recursos de comunicação.
A partir desse momento, os brinquedos deixam de ser protagonistas da rotina da menina e passam a disputar espaço com o universo digital.
O conflito faz Woody reunir novamente seus companheiros para tentar reconquistar a atenção da dona e mostrar que a imaginação continua tendo um papel importante na infância.
Jessie assume protagonismo inédito
Um dos destaques do novo filme é a participação da cowgirl Jessie. Depois de anos dividindo espaço com Woody e Buzz Lightyear, a personagem ganha protagonismo na trama e lidera boa parte das ações para ajudar Bonnie.
Sua missão vai além de salvar os brinquedos, ela busca fazer com que a menina desenvolva confiança para criar novas amizades, mostrando que brincar também faz parte do crescimento emocional das crianças.
Embora mantenha o humor e a fantasia característicos da franquia, Toy Story 5 utiliza uma situação cada vez mais comum nas famílias para construir sua história.
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Reflexo das telas no desenvolvimento infantil
A produção propõe um debate sobre a necessidade de estabelecer limites saudáveis na rotina dos menores. De acordo com Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, a tecnologia deve ser encarada como parte inevitável da contemporaneidade, mudando o foco da proibição para a mediação.
“As telas fazem parte da realidade das crianças hoje e não adianta pensar em afastar completamente a tecnologia. O mais importante é entender como ela está sendo usada. Quando existe equilíbrio e acompanhamento da família, a tecnologia também pode ajudar no aprendizado, na criatividade e até na autonomia”, pontua a especialista.
O principal sinal de alerta emitido por especialistas não reside exclusivamente na quantidade de horas que a criança passa em frente aos aparelhos, mas sim na passividade desse consumo. Estimular atividades que exijam raciocínio, leitura e interação social continua sendo o pilar para o crescimento saudável.
“Existe diferença entre um uso totalmente passivo e experiências que estimulem leitura, raciocínio, criatividade e participação ativa da criança. O brincar ajuda a criar histórias, resolver situações, desenvolver foco, autonomia e aprender a lidar com regras e emoções”, explica Mariana.
A psicopedagoga aponta que ferramentas educacionais estruturadas exemplificam como o digital e a rotina podem coexistir de forma organizada, gerando constância e autonomia sem sobrecarregar o desenvolvimento infantil.
Franquia acompanha mudanças de cada geração
Desde o lançamento do primeiro filme, em 1995, Toy Story construiu sua trajetória acompanhando as transformações da infância. Ao longo de quase três décadas, a série abordou temas como amizade, crescimento, despedidas e mudanças de fase.
Agora, o quinto capítulo atualiza essa proposta ao incorporar uma das maiores discussões atuais entre pais, educadores e especialistas, o impacto das tecnologias digitais na vida das crianças e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre o mundo virtual e as experiências fora das telas.