UEC 0x4 Mirassol: festa de verdade foi a final da Série D
O temor de que o amistoso seria desnecessário se confirmou. Numa comemoração cara e pra pouquíssima gente, Uberlândia celebra a Série D entre os seus e fecha ano com goleada. Dá pra tirar algo?
O calor forte, o pouco apelo e os preços exorbitantes fizeram da tarde de domingo uma celebração que não tinha explicação.
Lógico que comemorar a Série D era o mote principal. Mas essa festa já tinha acontecido, lá na final.
A estratégia para o amistoso entre Uberlândia x Mirassol já começou atravessada, após negociações que não avançaram para que Corinthians ou São Paulo viessem a Uberlândia. Houve a falha na definição inicial do valor dos ingressos, que fez com que a SAF entrasse na jogada; mesmo com a intervenção, os preços continuaram muito altos.
Era a chance de tentar portões abertos, benefícios em ações com os patrocinadores ou qualquer coisa mais popular. Claro que não funcionou.
Sem nenhuma grande atração confirmada, o hype para o amistoso foi sumindo ao longo da semana. Assim, o que se viu no Parque do Sabiá ontem foi, no fim, algo bem desnecessário.
O Mirassol naturalmente não chama torcida. Mas eles tinham um objetivo: dar rodagem ao máximo de jogadores possíveis pra que Rafael Guanaes explore mais opções na reta final de Série A. O Uberlândia entrou com um time parecido com o que terminou a Série D, mas o confronto serviria mais para testar esquemas e dar rodagem aos meninos da base relacionados – foram sete ao todo que comeestavam no banco.
Não dá pra tirar muito proveito do que se viu. Até o próprio Fábio Mineiro disse ao fim do jogo que o amistoso não deveria ter acontecido.
Tomar 4×0 em um jogo festivo em casa e quase sem público dá uma sensação muito estranha. Méritos ao Mirassol, que aproveitou a data FIFA.
A tal celebração do título até foi merecida pro staff e pros jogadores do verde, mas parou nisso. No fim, se comprovou que o jogo realmente era evitável.
Ele talvez foi o único erro da SAF neste segundo semestre, pelo conjunto da obra. Acho que de fato se emocionaram com a final da Série D e acharam que quaisquer valores ou adversários atrairiam um grande público.
Nada pra se alarmar com o resultado. A diferença de elencos é muito grande, o objetivo de cada um é bem diferente.
Fica o aprendizado, e agora é reforçar bem o elenco pra pensar em um 2027 ainda melhor. O trabalho começa desde já, porque o Mineiro já começa na primeira quinzena de janeiro.
QUEDAS NO TIE-BREAK NO VÔLEI, E TÍTULO NO FUTSAL
No fim de semana também batemos na trave na segunda modalidade do país com os times praianos.
Pelo estadual masculino, o Praia fez uma partida muito digna e enfrentou seu primeiro grande desafio na temporada. Fez frente ao SADA Cruzeiro mesmo jogando fora de casa, mas faltou aquele detalhe que também deixou de aparecer em outros momentos nos últimos anos.
Saiu atrás do time celeste ao tomar 25/19 na primeira parcial, mas virou o confronto e assustou ao emendar 25/21 e 25/17. Porém a pressão virou de lado e tomou o 2×2 ao perder a quarta parcial por 25/15.
No tie-break, chegou a ficar bem atrás mas empatou em 10/10. Depois de ter ponto lá e ponto cá, levou o set até onde conseguiu. No fim das contas, um 17/15 pra eles e um jogo onde várias lições são tiradas.

No fim, um ponto a mais na tabela apesar da queda pro 3º lugar. Amanhã a noite tem o penúltimo jogo da 1ª fase, no UTC e com entrada gratuita contra o Minas.
Já em Niterói, mas meninas do Praia fizeram um bom papel, mas voltaram a assustar ao perder a decisão para o SESC Flamengo.
A ida à Copa Super Vôlei foi muito importante para Rui Moreira observar principalmente suas novas peças para a temporada. Na sexta, uma vitória bem confortável sobre o Fluminense confirmando a decisão do título contra o rubro-negro.
No sábado, começou abrindo 2×0 e parecia dominar a situação após marcar 25/18 e 25/23. Mas repetindo o que vimos na última Superliga, o Praia sofreu a virada pras cariocas, e levou 25/20, 25/22 e 15/11 no tie-break.

Um vice pra começar o período de quatro taças em disputa em pouco mais de 20 dias. Sábado agora, no Rio Grande do Sul, mais um duelo com o SESC pelo Jogo das Estrelas; na semana seguinte, tem o Mineiro em tiro curtíssimo em Belo Horizonte; e antes da estreia na Superliga, tem a Supercopa Brasil em São Luís contra o Osasco.
Já no futsal, deu o esperado; o Praia atropelou seus adversários de nível amador e ganhou o Mineiro do Interior pela 16ª vez no Sabiazinho, que contou com a presença da torcida de forma gratuita.

Primeiro um 23×0 no Juventude, depois um “modesto” 7×0 sobre o Filadélfia – que já tinha tomado 17 na fase anterior. Ontem, na final, 6×1 pra cima do Sacramento e zero surpresa em Uberlândia.
Nem dá pra dizer que foi um teste pra reta final da Liga Nacional. O nível baixíssimo dos adversários deve ser separado da festa. Valeu a taça, mas a empolgação não deve nem passar perto do time de Alemão.
Agora, que venha Jaraguá ou Tubarão. O que a gente quer mesmo é o título brasileiro.