Torcida quebra recorde e empurra Verdão para jogar pelo empate em Maceió
Resultado conquistado a partir dos pés de Tomás Bastos coloca nosso time a um passo da Série C; apesar do show nas arquibancadas, teve confusão que podia ter virado briga grande e provas de que o estádio precisa ser privatizado.
Foi um grande espetáculo o que vimos na tarde/noite de sábado no Parque do Sabiá. Isso claro quando falamos das arquibancadas do Sabiá, que não víamos tão cheias desde a decisão do Módulo II de 2008 contra o União Luziense. O público de 21 mil pessoas comprovou que a cidade abraçou o time de verdade, e foi essa energia que empurrou Tomás Bastos para marcar o gol salvador contra o CSA aos 34 do segundo tempo.
Como eu esperava, um confronto muito estudado e onde sobrou inteligência pro elenco de Danilo. No primeiro tempo, controlou melhor as ações enquanto os alagoanos pareciam nervosos com o estádio cheio. Uma pena que estamos jogando com dez – Kayke, mais uma vez, se coloca como um peso em campo e não entrega nem perto do que se espera de um centroavante caro e badalado como ele é.
Na volta do intervalo, o CSA decidiu tomar conta do jogo, porém o sistema defensivo do verde é sólido e não deixou que grandes chances fossem criadas. Com as mudanças ao longo da etapa, Danilo deixou o time mais rápido com novo fôlego, especialmente pelos pés de Rafinha e Roger Modesto, este o autor do passe que culminou no golaço do nosso camisa 10.
Agora, é seguir respeitando o grande time que o CSA é. Se não em campo, pelo menos na camisa.
Além do confronto duro que já era esperado, preciso comentar outros pontos importantes vistos fora das quatro linhas.
- Uma pena o que poucos espíritos de porco fizeram na arquibancada especial, que poderia ter se tornado uma briga generalizada. Os rostos de quem saiu na mão estão facilmente identificados, e uma restrição para voltar ao estádio não cairia nada mal.
- Foi ótimo que muita gente que não tem o costume ou que nunca foi ao estádio pudesse sair da bolha e ver o péssimo estado de conservação dele de perto. E aqui não é uma crítica à atual gestão municipal e nem mesmo ao trabalho da FUTEL; o Parque foi subutilizado por muitos e muitos anos, e isso fez com que sua estrutura ficasse muito antiquada. Banheiros péssimos, falta de água, acessibilidade parca e problemas graves de acesso. Que esse jogo tenha deixado claro que precisamos de uma discussão muito séria e urgente sobre a privatização/concessão dessa praça esportiva tão importante, mas que parou no tempo e ficou travada em 1982.
- Além disso, que excelente cala-boca ao presidente falastrão do CSA, que pregou em entrevista ao longo da semana que no Parque teriam no máximo 8 mil pessoas. A você que pode estar presente e contribuiu pro show nas arquibancadas, meu sincero agradecimento e reconhecimento: o acesso, se vier mesmo, passou muito por você.
Que venha a viagem para Maceió, tendo o retorno de Calazans no ataque para dar mais chances de gol. Cabeça fria Verdão, e parabéns torcida!
Quer saber mais sobre o esporte? Siga acompanhando minha coluna aqui no Paranaíba Mais.