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Crítica: Toy Story 5 é melhor que o anterior, mas segue desnecessário

O novo longa da franquia Toy Story é melhor fragmentado, mas precisa revirar própria história em busca de emoção e ligação com público

, em Uberlândia

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São poucos os filmes realmente necessários, mas o caso é que existem algumas histórias que se fecham de maneira tão correta que qualquer outro capítulo daquele universo parece desnecessário. Por isso, qualquer Toy Story que venha depois de sua trilogia original vai ter esse rótulo.

Sendo assim, quando dei play nesse quinto capítulo da franquia, já disponível no Disney+, o filme já começou em débito. Não se trata de algo tão desconexo como seu antecessor, mas, ainda assim, a todo tempo ficava pensando em como o roteiro de Andrew Stanton e McKenna Harris (que também dividem a direção) buscava novidades naquele universo.

Toy Story 5 está no Disney+ – Crédito: Divulgação/Disney/Pixar

Eles não reinventam a roda e, claro, introduzem as telas como vilões. Para isso, a boa personagem Lilypad entra em cena. Fazendo bem mais que um tablet infantil poderia, ela tem a mesma ansiedade que, bem, a Ansiedade de Divertida Mente 2 e é um reflexo das próprias crianças que a utilizam de maneira massiva hoje em dia.

Toy Story 5 evita a fragmentação do filme anterior e se sai melhor, com um objetivo bem mais claro. Tem suas boas piadas e seus personagens ganham certa profundidade. Especialmente a boneca Jessie. Só que, para isso, a produção recicla a própria trama dela, que foi contada em Toy Story 2, ampliada para outros personagens no terceiro longa-metragem e, aqui, é explorada entre seu passado e seu futuro. E é justamente aí que está a armadilha do quinto capítulo.

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O roteiro não tem a confiança de explorar seu principal elemento emocional, que é o isolamento de Bonnie. Daí usa um gatilho já bem conhecido da franquia, o trauma de Jessie, para elevar a conexão com a nova aventura. A costura não é ruim, mas está bem à mostra.

Da mesma forma, tudo o que envolve os bonecos Buzz atualizados são pura ferramenta adjacente para uma ou outra piada que até funciona e um instante visualmente bacana. Com duas ou três mexidas na confecção, seria possível dar ponto não aparente.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais