Mônica Cunha

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De janeiro a janeiro a sua saúde mental importa todos os dias!

Cuidado com a saúde mental também é perceber belezas, delicadezas e sentir um nó na garganta de que estamos vivos e isso precisa ser levado em conta!

, em Uberlândia

O primeiro mês se vai, você viu janeiro passar? Os dias todos com as nuances lá fora e dentro de você? Não deu tempo? Essa é a máxima que usamos há muito tempo. A redundância é necessária porque serve de alerta para o que estamos fazendo das nossas horas. Elas nos atravessam ou passeamos por elas?

Desculpe a avalanche de perguntas, mas a reflexão também serve para mim. Durante todo esse primeiro mês do ano soubemos aqui e ali sobre uma campanha que resgata a nossa consciência pela saúde da nossa inquietante mente. Com seus segredos, angústias, sonhos e uma lista de pensamentos muitos vezes únicos porem semelhantes.

O Janeiro Branco esteve perto de nós na sua décima primeira edição com um beliscão carinhoso: “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”

Até arrepia a espinha porque vem à tona a nossa responsabilidade sobre nós. Vamos confessar aqui que muitas vezes somos negligentes, nos abandonamos feito uma roupa suja pendurada na cadeira e vamos na toada dessa apressada vida.

Como diz o bom caipira: vamos apear e aproveitar para dois dedos de prosa!

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A chance está no virar o calendário: fevereiro já perfuma a nossa vontade de fazer melhor e, quem sabe, até menos obrigações e mais pequenos prazeres.

Quero trazer uma experiência pessoal que ocorreu antes do por do sol, para ser mais exata, numa terça-feira, às quatro da tarde, eu fui com uma amiga ao cinema. Há quanto tempo não me permitia esse arejar a mente cansada de uma semana desafiadora.

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Ela, quase aposentada, vive o tempo sem cartão de ponto e aulas para preparar com muito gosto, degustando cada brecha com caminhada, descobertas em casa, cochilos prolongados. Ela veio em minha direção carregando um saquinho de pães de queijo que levamos para sala vazia da sessão das cinco da tarde.

Pedimos dois capuccinos, esticamos as pernas, lanchamos e assistimos às vezes em silêncio, às vezes comentando aos sussurros e chorando em uma das cenas mais emocionantes. Foram duas horas longe do caótico que nos ronda e aperta. E a sensação depois foi como ter deixado para trás tudo que me incomodava. Foi leveza apesar das calorias ingeridas e não vou carregar culpa porque não cabe mais.

Na bagagem que resta desse primeiro mês de 2025 vamos levar, e eu quero você comigo nessa, o cuidado contínuo com as nossas emoções.

Faça uma revisão, converse com você mesmo, leve-se para ver a cidade e, se possível, vá sem o celular para evitar distrações e ladrões à espreita.

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Procure um banco, procure o olhar de alguém, faça cafuné em algum bichano. Olhe para o céu mesmo que esteja armando uma chuva boa.

Cuidado com a saúde mental também é perceber belezas, delicadezas e sentir um nó na garganta de que estamos vivos e isso precisa ser levado em conta!