Alfinetadas contra o estresse: um jeito de bordar o cansaço
Descubra como o bordado pode ser uma terapia para a mente e um alívio para a ansiedade
Perguntaram-me se era sério. Respondi com um enfático sim. Apesar de ser uma mensagem escrita, senti a indignação e a surpresa transparecerem em cada palavra.
Em seguida, visualizei mãos batendo palmas. Confesso que acolhi o que me pareceu um “parabéns”! Isso me deu o reforço que precisava para fazer algo que sempre tive vontade, mas deixava pra lá por achar que não ia dar certo. E aí, para minha surpresa, chegou um convite.
Uma amiga que a profissão me trouxe sugeriu-me participar de uma oficina de bordados para iniciantes. A princípio lancei mão de desculpas, entre elas a minha ausência de habilidade. Mas essa amiga insistiu e fiz minha inscrição.
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Desde aquele dia até hoje, já se passaram seis meses dedicados a lapidar uma habilidade que desconhecia e a acalmar minha mente, que estava muito agitada. Escolhi duas horas de todas as sextas-feiras para bordar.
O meu mais novo projeto é uma xícara de café e as letras dessa bebida desenhadas em inglês. A chuva caía junto com a noite e entre um café e outro seguia os pontos: o atrás e o haste. Enquanto a professoras e linhas colegas de horário conversavam eu sorria discretamente diante do meu progresso. Mais ágil e um acabamento mais fino e limpo.

O tempo da aula passa rápido e sempre fica um gosto de saudade. Talvez pelo fato do bálsamo que representa para a minha saúde.
Saio leve, o acelerar dos pensamentos diminuiu significativamente e a minha paciência aparece feliz.
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Sei que segurar o bastidor, enfiar os dois fios de linha na agulha e ir no alinhavo da técnica tem sido revelador para a minha saúde mental.
Aprendo, relaxo e me inspiro. Verbos que combinam perfeitamente com qualidade de vida. E você, desenvolve alguma habilidade para o seu bem-estar?