Seleção decepciona muito na estreia da Copa, e Uberlândia perde na estreia de Danilo
Esporte Paranaíba comenta a péssima atuação do time de Carlo Ancelotti contra o Marrocos e a derrota do Verdão na última rodada da Série D
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Eu previa na sexta-feira aqui nessa coluna que o Brasil passaria sufoco e que certamente não teria tranquilidade contra o Marrocos. A estreia de sábado, no entanto, foi pior do que boa parte do país torcia ou esperava.
A escalação de Carlo Ancelotti surpreendeu. Trouxe Ibañez na lateral no lugar de Danilo – o que a grande maioria queria – e Douglas Santos no lugar do instável Alex Sandro. Na frente, Igor Thiago bancou Matheus Cunha, aceitável, mas pegou o lugar de um Endrick que claramente merecia o posto de centroavante num time com pouca criação.
Quando a bola rolou, o que se viu foi um bando. Jogadores assustados, sem ritmo – especialmente o quase sempre inquestionável Casemiro – e com nada a se comemorar. Pelo contrário. Os primeiros 20 minutos foram um passeio marroquino no MetLife Stadium. O Brasil estava recuado, e o gol de Saibali foi o retrato perfeito: o adversário de amarelo deixou todo o espaço possível, e contando com um passe de almanaque de Brahim Diaz, culminou numa saída do gol de Alisson que não se espera de um goleiro que já foi o melhor do mundo, mas infelizmente se espera quando falamos do arqueiro do Liverpool com a camisa da seleção.
O gol de empate de Vini Jr., que enfim estreou com a camisa da seleção (já que nunca teve boa atuação com o manto da maior seleção do planeta), foi o único brilhareco do time em campo. Ouso dizer que foi o único dos onze titulares, ao lado de Douglas Santos, que sai com mais pontos positivos que negativos. Paquetá, Ibañez, Casemiro e o aparentemente intocável Raphinha foram um zero à esquerda.
No segundo tempo, Carleto voltou com Danilo e Fabinho. Não comprometeram, e este último pelo menos deu o sangue em campo, literalmente. O Marrocos, muito mais coeso e organizado, voltou a pressionar na reta final de jogo. Danilo Santos e Luiz Henrique também entraram e fizeram o que era possível. Mas no geral, o Brasil provou por A+B os motivos de todas as desconfianças daqueles que não se emocionam mais quando se assiste uma partida desse time.
Carlo Ancelotti também decepcionou. Mexeu mal, desconversou sobre Endrick na coletiva e se limitou a avaliar o time como ruim na primeira etapa, e em evolução na segunda. Deixou claro que tem diversos pontos para mexer. Mas infelizmente, caro leitor, essa é a nossa geração no futebol. Com medo de decisões, mesmo com boa parte atuando nas principais ligas do mundo. Foi só o nervosismo da estreia? De verdade, essa ladainha não me compra mais.
Depois de assistir Haiti 0x1 Escócia, tenho a certeza que não teremos confrontos tranquilos neste grupo C. Carleto precisa mexer na espinha do time, tirar medalhões e estrelinhas da zona do conforto e dar espaço já na sexta contra os caribenhos aos meninos do banco que estão babando por uma chance.
Ontem, a Alemanha amassou Curaçao como esperado. Logo mais, a Espanha estreia, e amanhã é a vez de Argentina e França. Nenhum teve ou terá um adversário tão difícil quanto o Marrocos. Mas, sem dúvidas, começamos bem atrás.
“MISTÃO” DO UBERLÂNDIA TAMBÉM DECEPCIONA

Ontem foi dia de acompanhar a estreia de Danilo no comando do Uberlândia. Última rodada da primeira fase da Série D contra o ABECAT no Parque do Sabiá. Poupando boa parte do time, o novo comandante do Periquito deixou de fora oito atletas considerados titulares, e promoveu a estreia dos recém-trazidos do América Samuel Alves e Jhonatan Lima, lateral-direito e meia respectivamente.
Num fim de semana em que a cidade foi castigada pela chuva, e com as previsões indicando novas tempestades na hora do jogo, o público não passou de 1,6 mil pagantes. Pelo menos na primeira etapa, quem não foi não perdeu nada. Um time bastante improvisado e sem ritmo, que deu chances diversas aos goianos que lutavam pela classificação. Em poucas decidas de perigo, o Verde esbarrou na falta de qualidade do seu ataque.
Assim que o árbitro apitou o intervalo, o temporal esperado apareceu. Os novos bancos de reservas móveis, mais próximos da beira do campo, tombaram, assim como as placas de publicidade. As arquibancadas cobertas e as cabines sofriam com as já conhecidas mas nunca resolvidas infiltrações. O gramado não suportou a quantidade de água, e quando a bola voltou a rolar vimos cenas de polo aquático.
Na volta do intervalo, Danilo fez duas mudanças colocando Dudu Albaceta e Gustavo Ermel pra dar mais poder de ataque. Pra melhorar, o ABECAT teve um jogador expulso logo aos dois minutos. Aí as chances pro time da casa se empilharam, mas sem sucesso. No melhor lance do jogo, os goianos foram prejudicados por um lance bizarro: o bandeira marcou impedimento quando o atacante estava antes do meio de campo.
Mesmo com entradas de promessas, o Uberlândia não fez por merecer o apoio da torcida que saiu de casa. Mesmo com lances discutíveis da arbitragem, algo comum nessa Série D, perder com um a mais dentro de casa é muito ruim. No fim do jogo, aos 43, mais um pênalti infantil de Rayne nesta temporada e gol do ABECAT, marcado por Jackson após rebote de Jefferson. Segunda derrota do time na Série D, a segunda em casa, e mesmo com um futebol um pouco melhor o jogo foi de doer as vistas. Primeira fase concluída na primeira posição, enquanto os goianos mesmo com a vitória foram eliminados.
Agora, é enfrentar o Rio Branco do Espírito Santo, que enfiou 4×0 no Porto (BA) e avançou como quarto colocado do grupo A12. Jogo de ida em Cariacica, volta em Uberlândia. Danilo terá muito trabalho pra devolver a confiança pro torcedor.