PT nacional derruba de vez candidatura de Dandara à presidência do partido em Minas
Diretório nacional rejeita recurso da deputada e mantém veto por suposta inadimplência; única alternativa agora é acionar a Justiça
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT) está oficialmente fora da corrida pela presidência do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais. O Diretório Nacional da legenda decidiu, nesta terça-feira (1º), por 58 votos a 32, manter o impedimento da candidatura da parlamentar, alegando inadimplência com as contribuições partidárias no momento do registro.
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A decisão esgota todas as possibilidades de recurso interno e deixa a deputada com a alternativa de acionar a Justiça. Em nota, Dandara afirmou que 20 membros titulares do diretório foram substituídos de última hora sem consentimento, classificando a decisão como política.
A parlamentar argumentou que o pagamento foi feito dentro do prazo, mas bloqueado automaticamente pelo banco, sendo liberado apenas após confirmação. A justificativa, no entanto, não foi aceita pelo partido.
A eleição interna do PT mineiro segue com três nomes na disputa: a deputada estadual Leninha, o professor Juanito Vieira e o advogado Esdras Queiroz.
Dívida partidária de Dandara e recurso negado
A candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin à presidência do PT de Minas foi inicialmente barrada pela Comissão de Organização Eleitoral (COE) do partido, que apontou inadimplência nas contribuições obrigatórias de filiados com mandato.
A dívida de R$ 132 mil, segundo Dandara, foi paga dentro do prazo, mas teve o pagamento bloqueado por mecanismos de segurança do banco. Mesmo com a justificativa apresentada, a COE indeferiu o registro por 15 votos a 14.
Após a decisão, a deputada entrou com recurso junto ao Diretório Nacional do PT, último recurso administrativo possível dentro da estrutura partidária.
Confira o que disse a Deputada por meio da assessoria:
“Lamentável que a reunião do Diretório Nacional tenha sido marcada pela substituição, de última hora, de cerca de 20 membros titulares do Diretório Nacional, sem o consentimento dos mesmos, para garantir maioria para o campo político de oposição à nossa candidatura. Nós esgotamos todas as discussões nas instâncias partidárias, confirmando, através de um documento bancário, que o pagamento da referida dívida com o partido foi realizado, tornando apta a minha candidatura. Mas ficou nítido que a decisão hoje foi política, captaneada por pessoas que apoiam a candidatura adversária a minha. Estamos analisando os próximos passos. Vamos lutar por justiça. Sigo mais candidata do que nunca. Vamos garantir que a disputa seja feita nas urnas”, afirmou.