Danilo Caixeta

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Dívida vira polêmica para candidatura de Dandara à presidência do PT de Minas

Dandara estava inadimplente com contribuições partidárias; dívida poderia impedir a candidatura

, em Uberlândia

A candidatura da deputada federal de Uberlândia, Dandara Tonantzin, à presidência do PT de Minas Gerais está no centro de uma polêmica envolvendo os órgãos de direção do partido. Isso porque, no momento em que a parlamentar formalizou sua intenção de disputar o comando da legenda mineira, ela estava inadimplente com as contribuições partidárias.

De acordo com a assessoria de comunicação do PT mineiro, as dívidas da deputada estavam relacionadas às contribuições mensais feitas por filiados que exercem cargos eletivos.

“A deputada tinha dívidas com o partido. Havia contribuições em atraso, porém, todas elas já foram quitadas dentro do prazo estipulado”, diz a resposta do questionamento feito pelo Paranaíba Mais ao partido.

A Comissão de Organização Eleitoral (COE), responsável por registrar as candidaturas e acompanhar a eleição interna, chegou a indeferir preventivamente o registro da candidatura de Dandara e lançado a informação no sistema. Porém, segundo a assessoria do partido, com o pagamento da dívida “a regularização da candidatura no site deve ocorrer em breve”.

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O partido também confirmou que, havendo o filiado inadimplente com as obrigações partidárias, este fica impedido de postular os cargos de direção. No caso, se a dívida da deputada não tivesse sido regularidade no tempo correto, a candidatura dela poderia mesmo ser impedida.

Historicamente, as eleições internas do PT são sempre bem intensas e marcadas por disputas acirradas. O partido tem correntes distintas e o comando da legenda agora, especialmente, tem uma relevância maior haja vista as eleições do ano que vem com a provável tentativa de reeleição do presidente Lula e a definição da chapa mineira ao Governo e ao Senado.

Além disso, cabe ao presidente do diretório estadual definir a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral que vai financiar os candidatos do partido. O alinhamento é estratégico e determinante para definir como o partido vai se posicionar no cenário eleitoral nacional.

Além de Dandara, disputam a presidência do PT de Minas a deputada estadual Leninha, o professor Juanito Vieira e o advogado Esdras Queiroz.

O que disse Dandara?

Sobre a situação da candidatura de Dandara, a assessoria do partido enviou uma nota da deputada que diz:

“Minha candidatura segue plenamente válida. Não houve qualquer deliberação política por parte da Comissão de Organização Eleitoral (COE) ou do Diretório Nacional que determine a cassação ou o indeferimento definitivo. O ocorrido foi um fato técnico: durante a quitação das contribuições partidárias, o sistema bancário ativou automaticamente o seu mecanismo antifraude, bloqueando parte da transferência. Em decorrência disso, o sistema interno do partido, que opera de forma automatizada, reagiu de maneira igualmente automática, gerando um registro operacional que classificou a situação de forma temporária. Não houve, portanto, nenhuma decisão política envolvida nesse processo. Assim que o problema foi identificado, adotamos imediatamente as providências necessárias. O valor foi integralmente quitado e a situação encontra-se hoje totalmente regularizada no sistema partidário.”