Prefeitura de Uberlândia é rebaixada na classificação de risco financeiro
Com a diminuição da nota de crédito, que classifica o risco financeiro para pagamento, a Prefeitura terá mais dificuldade para contrair empréstimos e financiamentos
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A Prefeitura de Uberlândia disse nesta quinta-feira (29) que teve a nota de crédito rebaixada desde o começo do ano passado. De acordo com a Secretaria de Governo, no início de 2025 recebeu a notícia que o conceito havia caído de “B” para “C”, em razão das contas de 2024 que apontavam um comprometimento financeiro superior a 97%. Na prática, isso significa que a cidade está no limite da capacidade financeira para honrar com seus compromissos e, por isso, terá mais dificuldade para contrair empréstimos e financiamentos.
A classificação de risco financeiro é uma espécie de “Score” de Estados e Municípios. Ela mede a capacidade de pagamento deles em notas conceituais. Essa análise é feita pelos órgãos de controle que leva em conta o tamanho do endividamento do ente público, o volume de sua poupança corrente e o índice de liquidez, que é o caixa da administração e indica se a Prefeitura, por exemplo, consegue honrar com suas obrigações de curto prazo.

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Durante uma entrevista coletiva, o secretário de Governo, Renato Rezende, explicou que as finanças municipais fecharam 2025 no vermelho, mas o déficit foi menor do que o esperado. “A estimativa no final era de R$ 450 milhões (de déficit); nós aperfeiçoamos a máquina, gerenciamos projetos, fomos atrás de novas receitas e terminamos o ano com R$ 113 milhões (negativos)”, afirma o secretário.
Segundo a prefeitura, contratos estão sendo revistos e renegociados com os fornecedores. A folha de pagamentos dos servidores públicos está em dia, mas as rescisões dos contratos de trabalho de servidores aposentados no segundo semestre de 2025, serão pagas a partir de fevereiro.
Também nesta quinta-feira a prefeitura anunciou um pacotão de obras e projetos estruturais em toda a cidade e esclareceu que esses investimentos não sairão do caixa geral do Município. O dinheiro virá de programas do Governo Federal, emendas parlamentares e financiamentos com a Caixa Econômica Federal, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e com a Cohab (Companhia de Habitação de Minas Gerais).
Mesmo com a saúde financeira extremamente debilitada, a prefeitura ainda acredita que pode reverter a situação neste ano. “O cenário nosso é de recuperação da nossa capacidade de pagamento das nossas dívidas, renegociação com nossos fornecedores e a geração do excedente que, aí sim, a gente passa a ter o Capag (Capacidade de Pagamento) ‘B’”, afirma Renato Rezende.