Patrimônio de candidatos à prefeitura de Uberlândia soma quase R$ 40 milhões
<p>Paulo Sérgio é o candidato com maior volume patrimonial e Daphiny Preta declarou não ter nenhum bem ou dinheiro, segundo dados do TRE-MG</p> <p> </p>
A relação de bens de todos os candidatos que pretendem disputar algum cargo nas eleições de 2024 já está disponível na plataforma de registros de candidaturas da Justiça Eleitoral.
Trata-se de uma exigência da lei para os candidatos informarem o patrimônio constituído antes de eventualmente serem eleitos e assumirem algum cargo público.
Assim, ao longo do tempo, o eleitor poderá comparar a evolução patrimonial dos políticos garantindo um dos maiores princípios da administração pública o da publicidade.
Os cinco candidatos à prefeitura de Uberlândia, já registrados na Justiça Eleitoral, declararam possuir, juntos, um patrimônio de R$ 39.732.939,35.
O candidato com maior volume patrimonial é Paulo Sérgio (PP) que declarou ter mais de R$ 22 milhões em bens, enquanto Leonídio Bouças (PSDB) ocupa o segundo lugar com quase R$ 17,5 milhões.
Já os candidatos com menos recursos são Daphiny Preta que disse não possuir bens e Gilberto Cunha (PSTU) que declarou ter apenas R$ 1.081,66 em uma conta bancária.
Evolução patrimonial
Os três candidatos com maior volume de bens (Paulo Sérgio, Leonídio e Dandara) já são veteranos na política local. Por isso, já é possível ver como evoluiu o patrimônio deles ao longo do tempo observando as últimas eleições em que participaram.
No caso de Paulo Sérgio o patrimônio do candidato vem reduzindo a cada eleição. Em 2016 quando disputou o cargo de vice-prefeito na chapa de Odelmo Leão e foi eleito, Paulo disse à Justiça Eleitoral que possuía mais de R$ 30 milhões em bens. Quatro anos depois, na disputa pela reeleição, o patrimônio dele tinha caído para quase R$ 28 milhões e agora são R$ 22 milhões. O principal volume financeiro de Paulo Sérgio vem da participação societária dele em uma construtora.
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Já o deputado estadual Leonídio Bouças quase dobrou de patrimônio em dois anos. Nas eleições gerais de 2022 ele declarou que tinha R$ 8,5 milhões em bens, agora são R$ 17 milhões. Se comparar com as eleições de 2018 era ainda menor, pouco mais de R$ 5 milhões. Leonídio tem o maior volume financeiro de seu patrimônio empenhado em atividades de produtor rural.
No caso da deputada federal Dandara que entre os três é a caçula das urnas, ela não declarou possuir nenhum bem quando disputou pela primeira vez um cargo público, o de vereadora em Uberlândia em 2020. Dois anos depois, quando tentava o legislativo federal, ela disse que possuía quase R$ 104 mil em bens; agora tem um pouco menos, cerca de R$ 92 mil.

