Os 100 anos de dona Cora Pavan Capparelli
Nesta sexta-feira, 26 de dezembro, Uberlândia celebra o centenário de nascimento da mulher que ajudou a educar a alma da nossa cidade
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Nesta sexta-feira, 26 de dezembro, Uberlândia celebra o centenário de nascimento da mulher que ajudou a educar a alma da nossa cidade. Dona Cora Pavan de Oliveira Capparelli não foi apenas uma maestrina. Foi fundadora, educadora, visionária e semeadora de talentos.
Por meio da música, ensinou disciplina, sensibilidade, respeito e amor à arte.

Seu nome está gravado na história do Conservatório, da UFU e, sobretudo, no coração de gerações de alunos e famílias.
Partiu em março de 2021, vítima da pandemia, em um dos momentos mais duros da nossa história recente. Sua ausência doeu — e ainda dói — porque dona Cora era presença, era referência, era afeto. Falo também como quem teve o privilégio da convivência íntima.
Sou Ademir Reis, jornalista, casado há 54 anos com Carminha, sobrinha e afilhada de batismo de dona Cora. Dentro de casa, seu nome sempre foi pronunciado com respeito, carinho e admiração.
Para nossa família, ela não foi apenas a grande mestra da cidade — foi tia, madrinha, conselheira e exemplo de vida. Hoje, Uberlândia deve se levantar em aplausos. A música que ela ensinou continua ecoando. Os sonhos que ela plantou continuam florescendo.
Dona Cora vive:
– em cada nota tocada;
– em cada aluno formado;
– em cada palco iluminado;
– em cada coração que acredita que a cultura transforma pessoas e cidades.
Gratidão eterna, Maestrina. Orgulho eterno de Uberlândia.