Macaco apreendido em Uberlândia passa por exames e pode ser reintegrado à natureza ainda nesta semana
Animal silvestre foi resgatado após denúncia e apresenta bom estado de saúde; expectativa é que seja reintroduzido em seu habitat natural
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Um macaco-prego apreendido no bairro Karaíba, em Uberlândia, na noite de quarta-feira (26), encontra-se em bom estado de saúde, com boas chances de reabilitação e reintrodução na natureza. O animal está sob os cuidados do setor de animais silvestres da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O animal foi resgatado pela Polícia Militar de Meio Ambiente após uma denúncia.
Agora, o macaco-prego passará por um período de adaptação em um recinto arborizado, onde poderá exercitar seu comportamento natural antes da possível reintrodução na natureza. “Se tudo correr bem, até amanhã ele já estará em um ambiente mais adequado, com árvores e galhos para se movimentar”, informou Bandarra.

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Estado de saúde e primeiros exames do macaco apreendido em Uberlândia
O coordenador do setor de animais silvestres da UFU, Márcio Bandarra, explicou que o macaco passou por exames clínicos para verificar seu estado de saúde. “Ele está sadio, com comportamento típico da espécie, sem sinais de infecção. No dia da captura, a única alteração que apresentava era uma diarreia leve, provavelmente causada pelo estresse do transporte. Hoje já se alimentou bem e bebeu água normalmente, o que indica que está se recuperando”, informou.
Por ser um filhote, com cerca de três a quatro meses de idade, as expectativas para sua readaptação ao ambiente natural são altas. “Por ser jovem, ele tem uma grande chance de ser reintroduzido em um novo bando e voltar à natureza”, destacou Bandarra.
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Resgate e condições de cativeiro
O macaco foi encontrado em uma propriedade particular junto com um jabuti, outro animal silvestre cuja posse é ilegal. Segundo informações preliminares, o macaco vivia em um ambiente altamente humanizado, possivelmente em um quarto, o que pode dificultar sua readaptação ao habitat natural.
“Ainda estamos analisando os documentos para entender melhor a situação, mas clinicamente ele apresenta boas condições. Ele tem um bom escore corporal e demonstra comportamento típico da espécie, que é naturalmente inquieta e gregária”, explicou o veterinário.

O jabuti também deve ser encaminhado para um recinto onde atenda às suas necessidades, sendo um espaço arejado e em meio à natureza.
Próximos passos: reabilitação e reintegração
A reintegração de animais silvestres à natureza exige cuidados específicos, incluindo a escolha de um ambiente adequado e a formação de laços com um novo grupo. O processo será monitorado por especialistas para garantir que o macaco possa viver de forma autônoma e segura em seu habitat natural.