Filhote de tamanduá é salvo abraçado à mãe morta em rodovia de MG
Animal resgatado na MGC-265, entre Termópolis e Jacuí, foi levado para Passos; outro tamanduá ferido por cães foi salvo no Alto Paranaíba
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Na manhã desta segunda-feira (27), o Corpo de Bombeiros resgatou um filhote de tamanduá-bandeira na rodovia MGC-265, em São Sebastião do Paraíso (MG). O animal foi encontrado agarrado ao corpo da mãe, que morreu após ser atropelada durante a madrugada no trecho entre o distrito de Termópolis e o município de Jacuí. Este é o segundo registro de resgate da espécie na região em três dias.

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Filhote de tamanduá é salvo
Segundo o Corpo de Bombeiros, o resgate ocorreu por volta das 7h50. Apesar do impacto que matou a mãe, o filhote não apresentava ferimentos visíveis.
Após o resgate, o animal foi levado ao pelotão da corporação em São Sebastião do Paraíso, onde os militares iniciaram os procedimentos para garantir atendimento especializado.

Em seguida, o filhote foi transferido para uma clínica veterinária em Passos (MG), conveniada à Polícia Militar de Meio Ambiente. No local, passará por exames clínicos, receberá medicação e alimentação adequada até a definição do destino pelos órgãos ambientais, que pode incluir um centro de reabilitação ou santuário.
Segundo caso em 48 horas
O resgate desta segunda-feira ocorre dois dias após outra ocorrência envolvendo a mesma espécie. No sábado (25), bombeiros de Campos Altos atenderam um chamado para socorrer um tamanduá-bandeira jovem em uma chácara no município de Pratinha, no Alto Paranaíba.

O animal havia sido atacado por cães e apresentava ferimentos, além de fratura na pata dianteira direita. Após atendimento emergencial realizado por uma veterinária da prefeitura de Campos Altos, o tamanduá foi transportado por cerca de 160 quilômetros até o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), em Patos de Minas.
Recorrência e perigos à fauna silvestre
A sequência de resgates em um curto intervalo de tempo alerta para os riscos enfrentados pela espécie, que está na lista de animais vulneráveis à extinção. O avanço urbano e o tráfego intenso em rodovias regionais têm provocado incidentes frequentes.
De acordo com o biólogo Marco Aurélio Alves Perin, o crescimento descontrolado das cidades tem provocado a fragmentação dos habitats naturais.
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“A redução da cobertura vegetal nativa compromete a conectividade entre fragmentos florestais, dificultando o deslocamento de espécies e a manutenção de populações viáveis a longo prazo”, detalha Marco Aurélio Alves Perin.
O biólogo acrescenta que a limitação de áreas naturais reduz a diversidade genética e amplia riscos como atropelamentos, transmissão de doenças, ataques defensivos, além de caça e maus-tratos.