Esse “pokémon da vida real” pode desaparecer
Popular nas redes pela aparência exótica, o pangolim também é alvo de tráfico e figura entre os mamíferos mais ameaçados do mundo
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Uma página nas redes sociais tem mostrado que o pangolim é visto como um pokémon da vida real. O perfil conta com dezenas de milhares de seguidores, e tem como objetivo ajudar na preservação da espécie em conjunto com comunidades tradicionais na África. O animal, que chama atenção pela aparência exótica, já teve um impacto significativo na humanidade.
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Existe a hipótese de que o pangolim tenha participado do processo de contágio humano do SARS-Cov-2 (vírus da COVID-19) apenas como hospedeiro intermediário, fazendo a ponte entre o possível reservatório natural do vírus, os morcegos, e os humanos. Ainda assim, essa ligação não está totalmente comprovada e depende de mais estudos para entender se de fato ocorreu e de que maneira.
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Ao mesmo tempo, a aparência de pokémon da vida real têm causado danos irreversíveis para a espécie. Segundo o National Geographic, na última década, cerca de um milhão de pangolins foram capturados e traficados, principalmente para uso na medicina tradicional asiática e como iguaria em restaurantes. Esse cenário colocou as quatro espécies asiáticas em situação crítica de extinção.
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Já as espécies africanas também enfrentam risco crescente, especialmente porque passaram a ser alvo mais frequente de traficantes, diante da escassez dos pangolins asiáticos. Como resposta a esse cenário, o comércio internacional de pangolins e de qualquer parte desses animais foi proibido.