Pesquisa CNT Rodovias destaca BR-050, no Triângulo, entre as melhores do país

Levantamento nacional mostra melhora nas condições das estradas, destaca peso das concessões e traz reflexos diretos para rodovias que cortam Uberlândia e o Triângulo Mineiro

, em Uberlândia

A Pesquisa CNT Rodovias 2025 apontou melhora no estado geral das estradas brasileiras e colocou em destaque rodovias que cortam Uberlândia. A BR-050 foi classificada como ótima, enquanto a BR-365 recebeu avaliação boa. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), analisou mais de 114 mil quilômetros de rodovias pavimentadas em todo o país.

aumento de pedágio
Trecho da BR-050 no Triângulo Mineiro, rodovia classificada como ótima pela Pesquisa CNT Rodovias 2025 e considerada estratégica para Uberlândia e região – Crédito: Comunicação/ANTT

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Vias da região

A BR-050, principal ligação entre o Triângulo Mineiro e o interior paulista, teve 586 quilômetros avaliados pela pesquisa. O trecho entre Araguari e Delta recebeu classificação ótima, resultado que coloca a rodovia entre as melhores do país.

Já a BR-365, rota estratégica para o transporte de cargas e o escoamento da produção regional, foi analisada ao longo de 875 quilômetros e obteve avaliação boa.

O levantamento também aponta desempenho positivo de outros corredores importantes em Minas Gerais. As BRs 262 e 153, que conectam o estado a diferentes regiões do país, foram enquadradas na mesma faixa de classificação, indicando condições consideradas adequadas dentro dos critérios técnicos da CNT.

O top 10 melhores rodovias:

A pesquisa elencou os dez trechos com melhor avaliação no país, todos classificados como “ótimos”. A lista é formada majoritariamente por rodovias concedidas à iniciativa privada (9 no total), com predominância da região Sudeste. A única rodovia no top 10 que passa pelo Triângulo Mineiro é a BR-050.

Entre os dez trechos classificados como ótimos, apenas um é administrado diretamente pelo poder público: a SP-320, em quinto lugar.

  1. SP-270 (SP) – entre Presidente Epitácio e Ourinhos, com 272 km
  2. RJ-124 (RJ) – entre Rio Bonito e São Pedro da Aldeia, com 57 km
  3. SP-348 (SP) – entre Cordeirópolis e São Paulo, com 157 km
  4. SP-225 (SP) – entre Itirapina e Santa Cruz do Rio Pardo, com 225 km
  5. SP-320 (SP) – entre Rubinéia e Mirassol, com 185 km
  6. BR-050 (MG) – entre Araguari e Delta, com 214 km
  7. SP-070 (SP) – entre Taubaté e Guarulhos, com 132 km
  8. SP-021 (SP) – entre Arujá e São Paulo, com 138 km
  9. SP-270 (SP) – entre São Paulo e Itapetininga, com 154 km
  10. BR-050 (GO) – entre Cristalina e Cumari, com 220 km

A classificação leva em conta critérios técnicos de pavimento, sinalização e geometria das vias, conforme metodologia da Confederação Nacional do Transporte.

Malha viária no Brasil

Segundo a CNT, 37,9% da malha rodoviária avaliada em 2025 apresenta condições ótimas ou boas, índice superior ao de 2024, quando esse percentual era de 33%. No sentido oposto, os trechos ruins ou péssimos caíram de 26,6% para 19,1%. As vias classificadas como regulares mantiveram participação próxima de 43%.

Na análise por critério, 32,5% dos trechos tiveram o pavimento avaliado como ótimo. Na sinalização, esse índice foi de 16,8%, enquanto a geometria da via, que inclui curvas, largura das faixas e acostamentos, alcançou 20,8%.

Leia mais: Carreta com carga gigante volta a se deslocar pela BR-262 no Triângulo Mineiro

A CNT atribui a melhora ao avanço das concessões e ao uso mais direcionado dos recursos públicos. Em rodovias concedidas, a extensão considerada ruim caiu 61,6% em um ano. Nas vias sob gestão pública, a redução foi de 23,3%.

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O levantamento também aponta efeitos diretos no custo do transporte. A qualidade do pavimento eleva, em média, em 31,2% os custos operacionais no país. Nas rodovias públicas, quase dois terços dos trechos apresentam algum problema estrutural, o que aumenta gastos com combustível, manutenção e tempo de deslocamento.

Na segurança viária, os dados indicam tendência de melhora. Entre 2016 e julho de 2025, foram registrados mais de 697 mil acidentes em rodovias federais, com custo econômico estimado em R$ 149,6 bilhões. Em 2025, houve redução no número de pontos críticos, sinal de avanço gradual na conservação das estradas.