Asfalto-borracha avança nas rodovias do Triângulo Mineiro; entenda como funciona
Tecnologia sustentável reaproveita pneus, melhora a segurança viária e será aplicada em mais de 56 km até 2026
A aplicação de asfalto-borracha está em curso nas rodovias administradas pela EPR Triângulo, no Triângulo Mineiro, como parte do programa de recuperação de pavimento fiscalizado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig). A tecnologia será utilizada em mais de 56 quilômetros das BRs 452 e 365 e da MGC-452, com conclusão prevista até janeiro de 2026.
O asfalto-borracha utiliza borracha moída de pneus misturada com ligante asfáltico. O processo resulta em um pavimento mais elástico e resistente às variações de temperatura, ao tráfego pesado e a períodos prolongados de chuva. Segundo a concessionária responsável, a vida útil pode ser até 40% maior em comparação ao asfalto convencional, o que compensa o custo inicial mais elevado da aplicação.
A intervenção integra o cronograma de revitalização iniciado em setembro, que prioriza trechos considerados estratégicos para a mobilidade regional. Nesta etapa do programa, a concessionária não informou quantos quilômetros já receberam o novo revestimento.

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Segundo o diretor-geral da Artemig, Breno Longobucco, a adoção do asfalto-borracha está alinhada às diretrizes do Programa de Concessões Rodoviárias de Minas Gerais. Para ele, a orientação técnica do órgão regulador busca assegurar que as melhorias realizadas pelas concessionárias tragam ganhos concretos em segurança viária e qualidade da infraestrutura oferecida aos usuários.
Na avaliação da EPR Triângulo, os efeitos da tecnologia são percebidos diretamente por quem utiliza as rodovias. O gerente de Engenharia da concessionária, Luiz Manoel Sousa, afirma que o pavimento apresenta maior resistência aos danos provocados pelo clima e pelo tráfego intenso, o que reduz a necessidade de manutenções frequentes e melhora o conforto ao dirigir.
Além dos impactos na durabilidade do pavimento, o uso do asfalto-borracha contribui para a destinação adequada de pneus descartados, um dos resíduos de manejo mais complexo. O método também exige temperaturas menores na aplicação, fator que reduz a emissão de dióxido de carbono durante a execução das obras.
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A iniciativa da EPR Triângulo segue uma tendência já adotada em rodovias concedidas no estado. Em áreas urbanas, porém, o uso do asfalto-borracha ainda não é comum, e não há confirmação de aplicação desse tipo de pavimento em vias municipais da região.
Com a previsão de término da primeira etapa em janeiro de 2026, o programa amplia o uso de soluções técnicas que combinam desempenho do pavimento, segurança viária e critérios ambientais nas rodovias do Triângulo Mineiro.