Uberlândia atinge 346 mm de chuva em janeiro e mais tempestades são previstas
Em menos de 4 dias neste mês já choveu o equivalente a 43% do que foi registrado em todo o mês de janeiro na cidade
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Com 346 mm de chuvas acumuladas em Uberlândia, janeiro de 2026 terminou com um retrato típico do verão no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba: muita chuva, calor persistente e tempo instável. E em fevereiro a tendência é que isso continue. Nos bairros uberlandenses, em menos de 4 dias neste mês já choveu o equivalente a 43% do que foi registrado em todo o mês de janeiro, com o pico de 151 mm na estação da zona sul no bairro Santa Luzia.

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Levantamentos do geógrafo William Borges da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), elaborados a partir de dados da Defesa Civil, estações meteorológicas e órgãos oficiais mostram que o mês de janeiro foi marcado por pancadas fortes e concentradas, alternadas com períodos de abafamento e céu carregado. Para fevereiro, a previsão é de continuidade desse período bastante chuvoso.
Uberlândia atinge 346 mm de chuva em janeiro
Dentro da própria cidade, a chuva não caiu de forma igual no primeiro mês deste ano. Regiões do setor Oeste e Sudoeste concentraram os maiores volumes, com destaque para bairros como Pequis, Morada Nova, Jardim Canaã, Jardim Holanda e Chácaras Rancho Alegre. Em alguns pontos, o acumulado passou de 340 milímetros ao longo do mês.
Esse volume elevado favoreceu a ocorrência de enxurradas e aumentou o risco de alagamentos, especialmente em áreas já conhecidas por problemas de drenagem.
Já bairros das regiões Central, Norte e Leste, como Centro, Santa Mônica, Tibery, Umuarama e Roosevelt, registraram chuvas frequentes, porém um pouco menos intensas. Ainda assim, o solo permaneceu constantemente úmido durante quase todo o mês.
No extremo Sul da cidade, como Shopping Park, São Jorge, Laranjeiras e Granada, os volumes foram menores em comparação com outras áreas, mas sem indicar falta de chuva.
Veja os acumulados registrados no município ao longo do primeiro mês do ano:
| Região | Acumulado Médio | Bairros Destaque |
| Setor Sudoeste/Oeste | 320 mm a 346 mm | Pequis, Jardim Canaã, Morada Nova |
| Centro/Norte/Leste | 280 mm a 310 mm | Santa Mônica, Tibery, Roosevelt |
| Extremo Sul | 245 mm a 270 mm | Shopping Park, São Jorge, Granada |
Alerta de tempo severo continua
Apesar do fechamento mensal, o perigo não passou. O novo boletim de “Tempo Severo” indica que o Triângulo Mineiro permanece em rota de núcleos de instabilidade organizados. A previsão para a tarde e noite desta quarta-feira (4) aponta para:
- Chuva Intensa: Risco de grandes volumes em curto espaço de tempo em Uberlândia e Araguari.
- Vendavais: Rajadas de vento que podem superar os 60 km/h devido ao calor acumulado.
- Granizo: Há chance de queda de pedras de gelo de forma pontual em toda a região central do Triângulo.
O balanço atualizado às 9h, mostra que o volume de chuva das últimas 24 horas já é suficiente para causar saturação total do solo.
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Os bairros Morada Nova, Granada, São Jorge e Laranjeiras, enfrentaram acumulados entre 75 e 86 milímetros, enquanto os moradores do Cidade Jardim, Jardim Karaíba, Jardim Holanda e Nova Uberlândia também devem permanecer em estado de vigilância total devido aos registros severos que variam de 65 a 75 milímetros.
Cidades da região enfrentam transtornos
Se em Uberlândia os números impressionam pela quantidade de água que caiu, no Alto Paranaíba a situação é ainda mais volumosa. Cidades como Araxá e Ibiá romperam a barreira dos 420 mm em janeiro, o que tem causado dificuldades operacionais no campo e alerta máximo para o transbordamento de córregos.
No Bairro Brasil, em Santa Vitória, no Alto Paranaíba, a situação é de emergência. Um morador registrou em vídeo o exato momento em que a enxurrada rompeu as barreiras e tomou conta de sua casa. Segundo medições da residência da professora Irenilda Lima, o volume de chuva atingiu 110 milímetros entre a noite de terça-feira (3) e a manhã de hoje.
Por outro lado, o extremo Oeste mineiro, na região de Iturama, vive um déficit hídrico preocupante, com registros que não chegaram aos 100 mm.