Rick Sollo: condições metereológicas podem ter dificultado voo, veja boletim

Boletim revela condições extremas no voo de Rick Sollo em Santa Catarina: imagens do satélite GOES-16 mostram tempo severo e risco de tempestades.

, em Uberlândia

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Um boletim detalha as condições metereológicas que cercaram a queda do helicóptero que transportava Rick Sollo, da dupla sertaneja com Renner, e outras quatro pessoas, nesta segunda-feira (21). Imagens de satélite mostram a formação de nuvens que atuavam sobre a Serra Catarinense, suas temperaturas e o acúmulo de água na atmosfera: fatores que podem ter criado um cenário de difícil mobilidade aérea. 

as imagens ali do canal 13 do satélite GOES-16, ele nos mostra a temperatura do topo das nuvens.
Imagem 1: imagens do canal 13 do satélite GOES-16 mostra temperatura do topo das nuvens. Vermelho representa o frio – Crédito: Reprodução/GOES-16/Denis Garcia

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Imagens do canal 13 do satélite GOES-16 permitem observar a temperatura no topo das nuvens que atuavam na região no momento da queda do helicóptero. No local, as imagens tomam cores vermelhas, pretas e brancas, que indicam temperaturas muito baixas. O climatologista Denis Garcia explica que nuvens nestas temperaturas “são bastente desenvolvidas verticalmente, com potencial para tempestades, granizos e descargas elétricas”. O boletim aponta que o final da manhã e o período da tarde foram os períodos de maior atuação destas atividades metereológicas no local do acidente.

Segundo o climatologista, as imagens apontam que estas áreas “estavam propícias a ter ocorrências de tempestades e de tempo mais severo”. É importante destacar que o helicóptero do modelo Bell Helicopter 430, tinha sensores metereológicos que podem prever tempestades com antecedência de 10 minutos. De acordo com a Agência Nacional de Aviação (ANAC), a aeronave estava apta para realizar o voo.

 Vapor de água em excesso

Condições metereológicas: Gráfico mostra a quantidade de vapor de agua na região do acidente
Imagem 2: gráfico mostra a quantidade de vapor de agua na região do acidente – Crédito: Reprodução/Denis Garcia

Outra imagem de satélite aponta para a quantidade de vapor de água na atmosfera, no período próximo ao do acidente. Novamente, a cor vermelha aponta para uma quantidade significativa de água suspensa na região da Serra Catarinense. “Temos bastante vapor de água disponível na região por conta do transporte de umidade vindo de outras áreas do páis. Existe a atuação de um jato de baixos níveis que transpota umidade para essa região por conta da presença de uma frente fria”, explica Denis Garcia.

“Além de nuvens bastante desenvolvidas, como visto na imagem 1, também existia muita água disponível na atmosfera, o que consequente leva a formação de nebulosidade”, completou o climatologista.

Nebulosidade na área da queda do helicóptero

dados das núvens no local da queda do helicoptero
Imagem 3: dados das núvens no local da queda do helicoptero – Crédito: Denis Garcia

Na imagem 3, é possível observar as nuvens que atuaram sobre a Serra Catarrinense nesta segunda. Segundo Denis Garcia, é possível observar que sobre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, por volta das 15h30, o volume de chuva variava entre 1 e 15mm. Ou seja, durante a tarde a chuva era moderada. Contido, em outros pontos, no meio oste do estado, próximo a divisa com o Rio Grande do Sul, havia chuvas de 30mm (consideradas fortes).

Nas redes sociais, moradores relataram tempestades

Nas redes sociais, usuários compartilharam imagens de tempestagens que atravessaram o sul do país entre domingo (20) e a madrugada desta terça-feira (22).

“Nesta segunda-feira (21), a aproximação e passagem de uma frente fria, mantém o tempo instável em todo o estado de Santa Catarina. Há condições para temporais com chuva intensa, raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. As instabilidades começam nas primeiras horas da manhã nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul e avançam para as demais regiões ao longo do dia, ganhando força entre a tarde e à noite, aumentando as condições para tempestades severas. O risco é de alto a muito alto para ocorrências associadas a destelhamentos, danos na rede elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos, enxurradas e deslizamentos pontuais nas áreas mais suscetíveis”, alertou a Defesa Civl de Santa Catarina nesta segunda (21).

 

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