O que é ciclone e como ele se forma? Entenda o fenômeno

Fenômeno atmosférico pode provocar ventos fortes, chuvas intensas e mudanças rápidas no tempo; especialistas explicam como surge e quais são os riscos

, em Uberlandia

O que é ciclone é uma dúvida comum quando o tema ganha destaque nas previsões do tempo. Trata-se de um sistema de baixa pressão na atmosfera, capaz de organizar nuvens, chuva e ventos intensos em uma grande área. Esse tipo de fenômeno acontece quando o ar ao redor se desloca em direção a um centro de baixa pressão e passa a girar, formando uma espécie de espiral.

O que é ciclone e como ele se forma? Entenda o fenômeno
No Brasil, os ciclones ocorrem principalmente na região Sul e próximos ao litoral do Sudeste. – Crédito: Freepick

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Segundo o climatologista Denis Garcia, “um ciclone é um sistema de baixa pressão na atmosfera, geralmente tem uma frente fria associada a ele que provoca a formação de nuvens, chuva e ventos mais fortes”. Ele explica que, no hemisfério sul, esse movimento ocorre no sentido horário, o que influencia diretamente a dinâmica dos ventos e das tempestades.

O climatologista Eduardo Petrucci reforça que o fenômeno é de larga escala e pode abranger áreas extensas. “O ar gira em espiral em torno de um centro de baixa pressão, e esse movimento gera ventos muito fortes e está associado à chegada de tempestades”, afirma.

Como ele se forma

Entender o que é ciclone passa também por compreender sua formação. O processo começa com diferenças de temperatura e pressão na atmosfera. O ar quente e úmido sobe, criando uma área de baixa pressão na superfície. Em seguida, o ar ao redor se movimenta para ocupar esse espaço, iniciando o giro característico do fenômeno.

Denis Garcia destaca que a combinação de umidade, instabilidade e frentes frias favorece o desenvolvimento do sistema. Já Eduardo Petrucci acrescenta que, em regiões oceânicas, o aquecimento das águas também tem papel importante. “Quando a água esquenta, ela sobe e libera energia que alimenta o sistema. Quanto mais quente e úmido, mais intensas podem ser as tempestades”, explica.

No caso dos ciclones extratropicais, mais comuns no Brasil, o processo ocorre principalmente pelo encontro de massas de ar com temperaturas diferentes, sem depender necessariamente de águas muito quentes.

Diferença entre ciclone, furacão e tufão

Apesar de parecerem fenômenos distintos, ciclone, furacão e tufão são, na essência, o mesmo tipo de sistema atmosférico. A diferença está na região onde se formam e no nome adotado.

O termo ciclone é mais amplo e pode ser usado de forma geral. Já furacão é o nome dado aos sistemas que se formam no oceano Atlântico e no nordeste do Pacífico. Tufão, por sua vez, refere-se aos ciclones que surgem no oeste do Pacífico, próximo à Ásia.

Eduardo Petrucci explica que essa classificação está diretamente ligada à localização geográfica. No Brasil, o mais comum é o registro de ciclones extratropicais ou subtropicais, principalmente no litoral.

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Quando ocorre no Brasil

Denis Garcia explica que, no território brasileiro, os ciclones são mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste, especialmente próximos à costa. Eles costumam ocorrer com maior incidência durante o outono e o inverno, quando há maior contraste entre massas de ar quente e frio.

De acordo com Eduardo Petrucci, são registrados entre 10 e 15 ciclones por ano nessas áreas. A maioria deles se forma sobre o oceano Atlântico e raramente avança para o continente, embora existam exceções históricas.

Denis Garcia ressalta que, mesmo quando permanecem no oceano, esses sistemas influenciam diretamente o clima em terra, principalmente por meio das frentes frias associadas.

Riscos e impactos

Os impactos ajudam a explicar por que “o que é ciclone?” se tornou uma busca frequente. Entre os principais efeitos estão ventos fortes, chuvas intensas e temporais que podem causar transtornos significativos.

De acordo com Denis Garcia, esses fenômenos podem provocar queda de árvores, destelhamentos, interrupção no fornecimento de energia, alagamentos e deslizamentos de terra. Em áreas litorâneas, há ainda o risco de ressaca do mar e elevação do nível da água.

Eduardo Petrucci acrescenta que os ciclones também podem causar enchentes e danos à infraestrutura, além de afetar o equilíbrio dos ecossistemas. Ele destaca que essas mudanças impactam não apenas as cidades, mas também o ritmo natural do meio ambiente.

Como se preparar

A preparação é fundamental para reduzir riscos durante a atuação de um ciclone. A principal recomendação dos especialistas é acompanhar a previsão do tempo e os alertas das autoridades.

Denis Garcia orienta evitar áreas de risco, manter objetos soltos presos e verificar as condições do telhado das residências. Ele reforça que o período mais crítico costuma ocorrer durante a passagem da frente fria associada ao sistema.

Eduardo Petrucci recomenda a organização de um kit de emergência com água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos e roupas adequadas. “Também é importante procurar abrigos seguros e evitar construções que não suportem ventos fortes”, afirma.

Em situações de alerta, permanecer em local seguro e seguir as orientações da Defesa Civil são atitudes essenciais para garantir a segurança.