Novembro registra o menor volume de chuvas em Uberlândia nos últimos cinco anos
Dados regionais mostram irregularidades pluviométricas, onde a cidade teve o menor acumulado desde novembro de 2020, enquanto Araguari ultrapassou 250 mm em áreas rurais
Uberlândia fechou novembro com 106,04 mm de chuva, o menor volume registrado para o mês nos últimos cinco anos. Em 2024, o volume foi quase quatro vezes maior, chegando a 370,2 mm. O cenário de baixa pluviosidade também se repetiu em grande parte do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

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Segundo levantamento do geógrafo William Borges, o comportamento irregular das chuvas marcou o padrão regional, enquanto municípios como Ituiutaba e Uberaba ficaram com níveis abaixo da média, já o norte do Triângulo Mineiro registrou tempestades intensas e pontuais.
Uberlândia registra menor volume de chuvas em novembro
Acumulado de novembro em Uberlândia (últimos 5 anos)
- 2020: 113,8 mm
- 2021: 283,0 mm
- 2022: 134 mm
- 2023: 202,4 mm
- 2024: 370,2 mm
- 2025: 106,04 mm
Em 2024, o acumulado foi quase quatro vezes maior que o registrado neste ano. Mesmo 2020, ano de referência para forte variabilidade, apresentou índices superiores aos de 2025.
Região mostra irregularidade nas precipitações
Acumulados por cidade em novembro/2025
- Uberlândia: 106,04 mm
- Ituiutaba: 47,06 mm
- Patos de Minas: 120 mm
- Uberaba: 64,4 mm
- Araguari: entre 180 e 210 mm na área urbana, chegando a 258,6 mm na zona rural
O panorama regional também evidencia um cenário heterogêneo e desigual, com acumulados variando de 35,4 mm a 258,6 mm. Campina Verde registrou o menor volume regional, com apenas 35,4 mm.
Faixas de precipitação revelam contraste climático
Os volumes de chuva registrados em novembro mostraram diferenças marcantes entre as regiões do Triângulo Mineiro. No centro-sul e no sudoeste, cidades como Ituiutaba, Campina Verde, Gurinhatã, Santa Vitória, União de Minas e Carneirinho tiveram pouca chuva, com acumulados entre 35 e 90 mm. Por causa disso, o solo ficou mais seco e algumas lavouras dependentes de chuva apresentam dificuldades.
Em grande parte da região, incluindo Uberlândia, Patos de Minas, Araxá, Nova Ponte e Campos Altos, a chuva ficou entre 90 e 150 mm, valores abaixo do que normalmente ocorre em novembro. Apesar de terem ocorrido algumas pancadas isoladas, a quantidade foi insuficiente para consolidar totalmente a chegada da estação chuvosa.
Em alguns municípios como Monte Carmelo, Estrela do Sul, Abadia dos Dourados, Tupaciguara e Araguari registraram os maiores volumes do mês, passando dos 150 mm e chegando até mais de 240 mm em alguns pontos. Nesses locais, houve risco de enxurradas e alagamentos, mas também foi registrada uma boa recuperação da umidade do solo e melhora no abastecimento natural de água.
Causas climáticas e efeitos práticos
A variação das chuvas ao longo do mês ocorreu principalmente por causa de altas temperaturas e umidade do ar elevada. No norte do Triângulo, o relevo e a forma como os ventos se encontraram ajudaram a formar temporais mais intensos, que fizeram essa parte da região registrar volumes acima do normal. Já no sudoeste, alguns bloqueios no clima dificultaram a chegada da chuva, deixando o mês com índices bem abaixo da média histórica de novembro, que costuma ficar entre 200 e 215 mm.
Em Uberlândia, onde o clima pode variar rapidamente entre o sol pela manhã e pancadas de chuva à tarde, acompanhar a previsão do tempo se tornou essencial para o cotidiano, seja para quem trabalha no campo, viaja, ou apenas quer se proteger de chuva repentina. Segundo o geógrafo e meteorologista William Borges, compreender de onde vêm essas previsões é fundamental.