El Niño pode prolongar chuvas até abril e intensificar calor no Sudeste
A previsão é de que o fenômeno El Niño não seja tão intenso quanto o observado nos anos de 2023, 2024 e 2025, mas ainda deve fortalecer ondas de calor e prolongar umidade no início do ano
-
O El Niño, fenômeno que apresenta um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e impacta mudanças na atmosfera próxima à superfície do oceano, está previsto para começar mais intensamente ao final de junho no país.

Contudo, a partir de março o país já começa a sentir os impactos do aquecimento trazido pelo El Niño. Para o Sudeste, os efeitos do calor começam a ser sentidos ainda no atual período chuvoso e pode estender as chuvas até final de abril em estados como Minas Gerais e São Paulo.
Afeitos do El Niño
De acordo com análises da Climatempo, o El Niño previsto para este ano pode atingir intensidade moderada a forte, com comportamento semelhante ao observado em 2023. Segundo o meteorologista Vinícius Lucyrio, o aquecimento do Pacífico deve começar já em março, acelerando o desenvolvimento do fenômeno.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsAp
A principal preocupação é o aumento de eventos extremos. Os anos de 2023 e 2024, marcados por forte atuação do El Niño, entraram para a história como os mais quentes já registrados no planeta.
Em 2025, a temperatura média global permaneceu elevada, consolidando uma sequência inédita de calor intenso.
Já ao longo de 2026, especialistas alertam que o Brasil deve conviver com um ano de contrastes: enquanto algumas regiões enfrentam excesso de chuva e tempestades, outras podem sofrer com calor intenso e estiagens prolongadas.
Sudeste deve enfrentar calor prolongado e chuvas cada vez mais irregulares
ainda no período chuvoso, o El Niño deverá influenciar na elevação das temperaturas no Sudeste e impactar na continuidade das chuvas. No entanto, essa umidade não tende a se manter de forma regular.
Leia Mais
A partir do inverno, o cenário muda: apesar de o início da estação fria ainda permitir algumas incursões de ar frio mais abrangentes, essa chance diminui gradualmente a partir de julho, à medida que o El Niño se fortalece.
O resultado esperado é um segundo semestre marcado por:
- Ondas de calor mais frequentes, longas e intensas
- Períodos prolongados de tempo seco
- Início irregular da próxima estação chuvosa
- Dificuldade de reposição da umidade do solo e dos reservatórios
MAIS! Feriado de Carnaval será de chuva? Veja o que diz a previsão
Entre agosto e setembro também podem ocorrer pancadas isoladas em áreas do Sudeste, mas os especialistas alertam que isso não significa retorno efetivo das chuvas.
A tendência é de precipitações insuficientes para normalizar rios, represas e lavouras, aumentando o risco de problemas no abastecimento de água, geração de energia hidrelétrica e produção agrícola.