Com projeto de realidade virtual, universitários chegam à elite mundial em desafio da Nasa
Projeto desenvolvido pelos alunos utilizou óculos de realidade virtual e computadores para criar experiência imersiva; equipe ficou entre as 45 melhores do mundo
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A Equipe Titan, formada por estudantes dos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia de Computação da Uniube, foi destaque em um desafio da Nasa, onde ficou entre as 45 melhores equipes do mundo. O projeto desenvolvido pelos alunos utilizou óculos de realidade virtual e computadores para criar uma experiência imersiva, com base nos dados abertos da Nasa, sobre os efeitos degradantes no ecossistema marinho e na atmosfera terrestre. A Equipe Titan foi formada para disputar o “Nasa Space Apps Challenge 2025”.
A equipe é considerada finalista global e concorre ao título de campeão mundial, uma lista das 10 melhores equipes que será divulgada no dia 18 de dezembro.

Sobre o desafio da Nasa
O “Nasa Space Apps Challenge 2025” é um evento onde programadores, designers e outros profissionais se reúnem para colaborar e desenvolver soluções inovadoras para um determinado problema. Realizado em diversos países simultaneamente, uma das etapas do desafio da Nasa é sobre a divulgação de problemas globais relacionados ao espaço, aos planetas, às estrelas, à Terra e à sua biodiversidade.
No caso da Equipe Titan, eles tiveram 48 horas para desenvolver um projeto específico, escolhido dentre outros propostos no desafio da Nasa. O projeto, que os elencaram como destaque na competição, foi desenvolvido para o desafio “Deep Dive: Immersive Data Stories from Ocean to Sky” (“Mergulho Profundo: Histórias Imersivas de Dados do Oceano ao Céu”), que convidava a equipe a “criar uma experiência de realidade virtual, curta e imersiva, que utilize os conjuntos de dados e visualizações de observação da Terra para dar vida às histórias sobre os oceanos do planeta, conectando um público amplo a esses dados, sua beleza e seu impacto”.
Equipe Titan e o projeto destaque da Nasa
A equipe uberlandense, no desafio da Nasa, criou uma narrativa para apresentar de maneira criativa e inovadora os dados abertos da instituição. A partir do projeto, em vez de apenas ler dados ou ver gráficos, quem participa desta experiência assume o papel do explorador extraterrestre em missão,visualizando a narrativa em primeira pessoa, a partir de um óculos de realidade virtual.
“Na narrativa, o computador central da nave conta com uma assistente virtual chamada AURA (Autonomous Universal Recon Assistant), que orienta o explorador sobre a missão, explica os dados apresentados e guia as interações no ambiente virtual. Isso transforma informações científicas complexas em uma experiência sensorial, emocional e acessível, reforçando a mensagem sobre a degradação ambiental do planeta Terra e o impacto das ações humanas”, explicou Camilo Barreto, professor responsável pela Equipe Titan, em entrevista ao Paranaíba Mais.
Ele explica que este uso de realidade virtual é a maior inovação do projeto. “Pode ser aplicada em muitos outros contextos. A mesma lógica de narrativa imersiva pode ser usada em áreas como medicina, engenharias, arquitetura e educação em geral, tanto para divulgação científica quanto para treinamento profissional.”
A classificação e o destaque entre outras equipes
Em Uberlândia, na etapa regional, foram mais de 1.400 participantes, organizados em mais de 160 equipes, com mais de 90 projetos submetidos. A equipe uberlandense ficou em primeiro lugar em Uberlândia, sendo uma das 10 equipes selecionadas para avançar como destaque regional.
No cenário global, esses projetos locais passam por uma nova avaliação. No mundo todo, mais de 1.200 projetos foram selecionados, restando os 45 escolhidos como finalistas globais.
A próxima etapa é a seleção dos Global Winners, em que, dentre essas 45 equipes finalistas, apenas 10 serão escolhidas como vencedoras globais, no dia 18 de dezembro. Ou seja, ter sido “a melhor de Uberlândia” significa, na prática, ter saído do topo da região para figurar entre os projetos mais bem avaliados do mundo inteiro.