Zona da Mata: Mortes sobem para 25 e forças nacionais se mobilizam
Defesa Civil Nacional reforça atuação na região enquanto previsão indica novos acumulados elevados de chuva
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Na Zona da Mata, subiu para 25 o número de mortes confirmadas causadas pelas chuvas. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 40 pessoas seguem desaparecidas em Juiz de Fora, e 18 mortes foram confirmadas na cidade. Em Ubá, 7 pessoas morreram e 3 estão desaparecidas. Ao todo, são mais de 600 pessoas desalojadas ou desabrigadas. Na tarde desta terça-feira (24), a prefeita de Juiz de Fora comentou sobre a mobilização nacional para conter a situação.
Em entrevista coletiva, Margarida Salomão comentou sobre o estado de calamidade pública, decretado pelo Governo Federal. Segundo a prefeita, o decreto auxilia na agilidade e facilidade do município em responder às situações complicadas. Além do decreto, o Governo Federal deslocou oito técnicos especialistas em desastres, da Defesa Civil Nacional, para acelerar as ações humanitárias na Zona da Mata.
Neste momento de alerta máximo para desastres, a prioridade da Defesa Civil Nacional “está concentrada nas ações de socorro às populações atingidas no município da Zona da Mata mineira”, informou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Em Juíz de Fora, 200 pessoas estão desabrigadas e 400 desalojadas. Na cidade, de acordo com a prefeita, foram 265 deslizamentos em decorrência das chuvas. Já em Ubá são 14 desabrigados e 46 desalojados.
Além de agentes da Defesa Civil Nacional, segundo a prefeita, também foram mobilizados membros da Força Nacional de Saúde, especialmente para prestar assistência psicológica para as famílias afetadas pela chuva, “seja pela perda de suas moradias, ou pela dor extrema de perda de seus entes queridos”, ressaltou Margarida Salomão.
A prefeita também reforçou às orientações da Defesa Civil Municipal. Na Zona da Mata, a previsão de acumulado de chuva entre esta quarta-feira (24) e a sexta-feira (27) pode ultrapassar os 60 milímetros (mm) por hora ou acima de 100 mm/dia. As orientações são para que as pessoas evitem sair de casa, adiem compromissos não urgentes e reduzem a circulação para evitar acidentes.
Nas zonas de risco, em moradias em locais de possíveis deslizamentos, a orientação é para que saiam de casa. Contudo, segundo a prefeita, existem pessoas que estão criando resistência em deixarem os seus lares. “Elas têm relações afetivas, têm relações econômicas e têm relações sociais, sim. Moram em vizinhanças que, muitas vezes, são muito entrelaçadas. Portanto, não é simples sair de uma área de risco”, explicou.
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Núcleos de enfrentamento em Juiz de Fora, na Zona da Mata
Segundo Margarida, a atuação em Juiz de Fora está se dando a partir de cinco núcleos organizados: assistência social e acolhimento, liberação de vias e segurança, infraestrutura e drenagem, vistorias técnicas com engenheiros e coordenação geral de emergência. A prefeita afirma que a prioridade geral é salvar vidas.
Até o momento da coletiva, mais de 150 bombeiros atuavam na área da Zona da Mata, em uma atuação conjunta entre a Defesa Civil Municipal, Estadual e Nacional, além do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A corporação já resgatou 98 pessoas com vida e atendeu mais de 130 ocorrências.
A companhia de energia elétrica informou que está adotando medidas para restabelecer o serviço. Atualmente, cerca de 22 mil pessoas estão sem energia, e aproximadamente 4 mil devem ter o fornecimento normalizado nas próximas horas. Geradores estão sendo enviados de Belo Horizonte.
A Copasa enviará técnicos para auxiliar a empresa municipal de água, caso seja necessário. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais também está mobilizando profissionais para avaliar as estruturas atingidas.
A ajuda de outros estados será acionada, se preciso. Equipes das regiões do Sul de Minas e do Triângulo Mineiro, onde não há previsão de chuva no momento, permanecem de prontidão.
A Polícia Civil de Minas Gerais deslocou mais médicos legistas para agilizar o trabalho de identificação das vítimas. Dos 25 óbitos confirmados, dois corpos ainda não haviam sido identificados até o momento.
Em relação às doações, a prioridade é a campanha SOS Águas, do Governo de Minas, que destinará recursos à reconstrução de moradias. No momento, trata-se da única iniciativa oficial para arrecadação financeira. Doações de roupas e mantimentos em Juiz de Fora devem aguardar orientações. Nas demais regiões, há pontos de coleta organizados em articulação com a Defesa Civil.