Vigilante foi obrigado a ficar de cueca antes de roubo em Perdizes
Para não levantar suspeitas na central de segurança, criminosos forçaram o vigilante a cumprir o cronograma de rondas enquanto era vigiado por dupla armada
O vigilante rendido durante roubo em perdizes foi obrigado a ficar apenas de cueca e escondido em uma valeta sob ameaça de arma pelos autores. Na sequência, os criminosos questionaram a vítima sobre como era o funcionamento das rondas e, sob ameaça de arma, obrigadaram o vigilante a vestir novamente as roupas a seguir com as rondas normalmente para não levantar suspeitas.

Como foi o passo a passo do roubo em Perdizes
O crime ocorreu na manhã desta segunda-feira (30) em uma usina fotovoltaica na zona rural de Perdizes. Três dias antes, a usina já havia detectado que um drone sobrevoava a área durante a noite, o que pode indicar que o local já estava sendo monitorado dias antes do roubo.
Na noite de domingo (29), por volta das 21h30, o vigilante estava dentro de um container utilizado para descanso, quando ouviu o cachorro latindo. Assim que olhou o sistema de videomonitoramento e não observou nenhuma movimentação na área externa, decidiu sair do container para chamar o animal.
Ao se abaixar para tocar no cachorro, cerca de 5 a 6 indivíduos armados e vestidos com roupas pretas se aproximaram e obrigaram o funcionário a retirar todas as roupas, ficando apenas de cueca. Depois, os criminosos levaram o vigilante até uma valeta, onde ele ficou escondido por um tempo até que fosse levado próximo a uma árvore.
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Um dos autores então questionou o vigilante sobre como era o sistema de rondas, e este explicou que eram realizadas a cada duas horas com registro por fotos, além da sua movimentação ser monitorada por um aparelho GPS. Diante dessa informação, os autores fizeram a vítima recolocar as roupas e fazer as rotas normalmente, mas sempre acompanhado de uma dupla de criminosos, que mantinham armas apontadas em suas costas.
Ao todo, foram realizadas 3 rondas, às 22h30, 0h30 e 2h30, e durante esses trajetos o vigilante percebeu que havia outros indivíduos envolvidos na ação, mas não conseguiu precisar a quantidade total, pois era constantemente ordenado a manter a cabeça baixa. A quadrilha permaneceu no local por várias horas e só fugiu depois das 04h30 da segunda-feira.
Antes de saírem, os autores mandaram que a vítima permanecesse deitada até a chegada do próximo turno. Alguns minutos após a fuga, dois drones sobrevoaram a usina por algum tempo. O uso desses equipamentos reforçou a suspeita de monitoramento planejado, já que o vigilante relatou que, na sexta-feira anterior, um drone já havia sido visto sobrevoando a área durante a noite.
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Polícia foi acionada quando o vigilante do turno diurno chegou
Com a chegada do vigilante do turno diurno, a Polícia Militar foi acionada. No levantamento inicial, constatou-se que os criminosos levaram um revólver, munições e um colete balístico, além do celular da vítima. Da empresa responsável pela obra, foram roubados diversos equipamentos, ferramentas, maquinários e duas bobinas de fio de cobre.
Para dificultar a investigação, o grupo também levou o aparelho de gravação (DVR) do sistema de videomonitoramento. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 500 mil, valor que deve ser coberto pelo seguro da empresa.
Durante varredura nas proximidades da rodovia, a polícia localizou ferramentas como arcos de serra, baterias de martelete, um carrinho de mão e bobinas vazias. Os vestígios indicam que o local foi utilizado pela quadrilha para cortar os fios de cobre e facilitar o transporte do material. O caso agora segue para a Polícia Civil, que já enviou equipes ao local para dar início aos trabalhos de identificação dos autores.