“Tribunal do Crime” planejava sequestrar homem morto em escola de Araxá
Segundo inquerito da Polícia Civil, os suspeitos planejavam dopar e sequestrar a vítima que teria envolvimento com suposto estupro de vulnerável
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Investigações sobre a morte de um homem de 34 anos, executado em frente à Escola de Educação Infantil Anita Mesquita, no bairro São Geraldo, em Araxá, em 6 de fevereiro, revelaram plano de sequestro ligado ao “Tribunal do Crime”. A Polícia Civil identificou, após finalização do inquérito, que o crime não foi uma execução planejada para o local, mas sim o desdobramento trágico de um plano de sequestro articulado.
De acordo com o delegado Jeferson Leal, a organização criminosa pretendia sequestrar a vítima na porta da escola, dopá-la com substâncias químicas e transportá-la no porta-malas de um segundo veículo até a zona rural de Uberaba, onde ocorreria um julgamento clandestino. Ao todo, seis pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil.
Veja o momento do crime:
Tribunal do Crime mudou os planos após reação da vítima
Segundo nvestigação, o plano falhou quando a vítima reagiu à abordagem dos criminosos na Travessa Alagoas. Conforme a apuração da polícia, cinco pessoas estavam em um carro preto monitorando a rotina da vítima, que chegava à escola para buscar uma criança. Dois suspeitos desceram do carro, um deles usando colete à prova de balas, e tentaram forçar o homem a entrar no veículo mediante agressões, chutes e coronhadas.
Diante da resistência, os criminosos mudaram a estratégia e dispararam quatro vezes em direção à vítima, que morreu no local. O motorista do veículo, identificado pelo sistema de monitoramento Olho Vivo, confessou a participação e ajudou a polícia a chegar aos demais envolvidos.
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Homem morto em escola de Araxá tinha denúncia de estupro de vulnerável
A investigação confirmou que a motivação do grupo criminoso era uma acusação de estupro de vulnerável ligada à vítima. Registros policiais indicam que a ex-mulher da vítima havia denunciado um suposto abuso contra a própria filha em outubro de 2025.
Ao tomar conhecimento da denúncia, a organização criminosa decidiu aplicar as próprias leis e realizar o julgamento da vítima na zona rural de Uberaba. A Polícia Civil ressaltou que, embora houvesse um inquérito em trâmite para apurar a acusação de estupro, as informações seguem sob sigilo para proteger a integridade da menor envolvida.

Ao todo, seis pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil:
- O motorista do carro;
- Os dois executores que desceram para o sequestro;
- Dois ocupantes que tinham a tarefa de manter a vítima presa no veículo;
- O informante que levou a denúncia de estupro aos líderes da facção.
Durante as diligências, também foram apreendidos dois revólveres e duas espingardas. Os acusados, com idades entre 20 e 36 anos, responderão por homicídio qualificado por motivo fútil, associação criminosa armada e corrupção de menores, já que um adolescente de 14 anos também foi apreendido por participação no crime. O inquérito agora segue para apreciação do Ministério Público.