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Suspeito de homicídio no Canaã liga para a redação da TV, confessa crime e se entrega para salvar irmão preso

Paulo Henrique, de 42 anos, confessou crime à Polícia Civil para salvar irmão que teria sido preso por engano; caso segue sendo investigado para confirmar versão do suspeito

, em Uberlândia

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Um homem que se declara autor de um homicídio registrado no Jardim Canaã em Uberlândia, no sábado (3), ligou para a redação da TV Paranaíba para confessar o crime e anunciar que iria se entregar às autoridades.

Paulo Henrique dos Santos, de 42 anos, conhecido como “Magrão”, procurou a reportagem afirmando que não podia deixar seu irmão, de 39 anos, continuar preso no seu lugar.

O crime aconteceu na Avenida Jerusalém, quando Roger Danilo Nogueira da Silva, de 32 anos, foi morto com quatro tiros que atingiram seu rosto, tórax e abdômen.

vitima e suspeito de homicídio no Canaã
Vítima de homício no Canaã, Roger Danilo, e o suspeito Paulo Henrique – Crédito: Reprodução

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Entenda versão de suspeito sobre o homicídio no Canaã e suposta prisão por engano

Em entrevista concedida à reportagem da TV Paranaíba antes de se apresentar na delegacia, Paulo revelou que a motivação do assassinato foi uma dívida de R$ 3 mil referente à compra de uma motocicleta vendida por Roger.

Apesar de terem combinado um prazo de seis meses para a quitação, Paulo relata que a vítima teria passado a cobrar o pagamento de forma agressiva após 30 dias, postando ofensas nas redes sociais e enviando mensagens de texto com ameaças explícitas de morte.

“Tenho filmagem e mensagem dele me ameaçando, dizendo que ia me matar. Por medo, a gente não pode desacreditar da pessoa. Na sexta-feira (02), fui e matei ele. Estou me apresentando porque prenderam injustamente meu irmão, que tem filho pequeno e não teve participação”, declarou Paulo.

Paulo compartilhou supostas mensagens de ameaça por parte da vítima – Crédito: Reprodução

Logo após a execução no sábado, a Polícia Militar prendeu o irmão de Paulo, em flagrante. Ele usava tornozeleira eletrônica no regime semiaberto e havia coberto o equipamento com papel alumínio para ir a um bar próximo no mesmo dia do crime.

Ao ver os militares, tentou fugir por medo de voltar ao presídio por descumprir o regime, o que levou os policiais a apontá-lo como coautor da morte.

Apresentação à polícia e pedido de liberdade do irmão

Nesta quarta-feira (7), Paulo apresentou-se espontaneamente na Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios de Uberlândia. Em depoimento, reafirmou que agiu sozinho e que o irmão apenas ouviu os disparos no bar, sem prestar qualquer auxílio na ação ou na fuga.

O delegado de homicídios titular do caso, Carlos Fernandes, explicou os desdobramentos do interrogatório. “Ele confirmou toda a versão, relatando que o irmão não teve envolvimento. Por não haver situação de flagrante no momento da apresentação [de Paulo], ele foi liberado. Porém, conforme as investigações avancem, vamos verificar se existem motivos para pedido de prisão preventiva.”

Sobre a situação do irmão, atualmente preso pelo homicídio, o delegado destacou a atuação da instituição. “A autoridade policial defende não somente a sociedade, mas também a justiça. Caso identifiquemos que ele está preso sem envolvimento no crime, ele poderá ser representado pela revogação da prisão preventiva para que seja colocado em liberdade”, afirmou o delegado Carlos Fernandes.

Desde a data do homicídio e a prisão em flagrante do irmão de Paulo, a Polícia Civil cumpre o prazo de 10 dias para concluir o inquérito e confrontar os depoimentos de suspeito com imagens de câmeras de segurança e perícias técnicas.

Para acompanhar os desdobramentos do caso e outras notícias da região, acesse o portal Paranaíba Mais.