Segurança da COP30 tem falhas e PF encerra empresas clandestinas após fiscalização
Operações revelaram vigilância irregular, uso indevido de equipamentos e descumprimento de regras em áreas oficiais e polos temáticos da conferência em Belém
A Polícia Federal identificou, nas últimas semanas, uma série de irregularidades na segurança da COP30, em Belém, após fiscalizar áreas oficiais e polos temáticos da conferência climática da ONU. As ações resultaram no fechamento de duas empresas clandestinas, quatro autos de infração e na verificação da atuação de mais de 700 vigilantes, incluindo espaços estratégicos como a Zona Azul, palco das negociações, e até um cruzeiro usado para hospedar delegações.

Falhas na segurança da COP30
Segundo a PF, foram descobertas empresas que prestavam serviços de vigilância patrimonial e segurança de eventos sem a autorização exigida por lei. Em outras situações, as equipes verificaram a ausência de comunicação prévia à instituição sobre escalas e dados dos vigilantes, informação que precisa ser enviada com pelo menos 24 horas de antecedência.
Durante as inspeções, também foram identificados profissionais de apoio atuando como vigilantes, o que é proibido, além do uso indevido de detectores de metais e rádios de comunicação. Os equipamentos irregulares foram apreendidos e as empresas notificadas para se adequar às normas.
PF atuou em áreas estratégicas, de zonas oficiais a polos temáticos
As operações ocorreram em espaços como Blue Zone, Green Zone, Agrizone, Enzone, Freezone, Polo Museu Emílio Goeldi e Chico Mendes, Casa BNDES, Complexo Mercedários, Universidade Federal do Pará, Aldeia da COP, Estação das Docas e no Espaço Cúpula dos Povos. Um hotel-barco ancorado no Porto de Belém, que recebe participantes da conferência, também foi vistoriado.
Mais de 20 policiais federais participaram da fiscalização, utilizando equipamentos como o VERO, sistema que permite verificar, por biometria, se vigilantes e empresas estão em situação regular junto à instituição.
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Críticas à organização e incidentes marcam a conferência
A COP30 também registrou episódios paralelos de segurança. No início do evento, a presidência brasileira recebeu uma queixa formal da ONU após um protesto indígena pressionar o esquema de proteção. Dias depois, outro grupo bloqueou o acesso à área de negociações e conseguiu se reunir com autoridades.
Na quinta-feira, um incêndio na Zona Azul atrasou por horas as discussões entre ministros. O fogo foi controlado rapidamente e não houve feridos.
PF diz que ações elevaram padrão de segurança
A Polícia Federal afirma que as fiscalizações integram o planejamento geral da conferência e seguem o novo Estatuto da Segurança Privada, que estabelece diretrizes para eventos de grande circulação. O órgão destaca que as inspeções contribuíram para elevar o padrão de segurança, proteger participantes e garantir o cumprimento das normas.