Quem era Patrícia de Lourdes, professora morta pelo filho com socos em MG
Patrícia de Lourdes Pereira Borges, de 63 anos, era professora aposentada e ainda lecionava na rede municipal de Lambari; companheira do autor é investigada por suspeita de participação
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Uma professora de 63 anos, reconhecida pela atuação na educação de Lambari, no Sul de Minas, foi morta dentro da própria casa na madrugada de segunda-feira (29). A vítima, identificada como Patrícia de Lourdes Pereira Borges, teria sido agredida pelo próprio filho, de 28 anos, durante uma discussão. Após a morte, o suspeito confessou ter levado o celular, um cartão bancário e R$ 180 da mãe para trocar por drogas. Ele foi preso em flagrante horas depois.

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Inicialmente registrado como latrocínio (roubo seguido de morte), o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio, por entender que, até o momento, a motivação principal não foi patrimonial.
Quem era Patrícia de Lourdes Pereira Borges?
Patrícia era professora aposentada da rede estadual de ensino e seguia trabalhando na Educação Infantil da Escola Municipal Vitor Teixeira Filho, em Lambari.
A morte da educadora provocou forte comoção no município. Em nota oficial, a Prefeitura de Lambari lamentou a perda e destacou a dedicação da professora ao longo de sua carreira.
“Expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos, colegas de trabalho, alunos e a todos que tiveram a oportunidade de conviver com a professora Patrícia.”
Em respeito à memória da educadora, a administração municipal suspendeu as aulas da rede municipal na segunda-feira (29) e também na terça-feira (30), decretando luto.
O corpo de Patrícia foi sepultado na manhã desta terça-feira (30), em Lambari.
Professora morta pelo filho teria sido agredida
Segundo a ocorrência da Polícia Militar, familiares estranharam a falta de contato com Patrícia. O genro procurou policiais após receber mensagens enviadas do celular da vítima, que estariam sendo utilizadas pelo filho dela.
Ao chegar ao imóvel, familiares encontraram a residência fechada, com as luzes acesas e a televisão ligada em alto volume. Como ninguém respondia, militares entraram pela porta dos fundos e localizaram a professora caída no banheiro, já sem vida.
De acordo com a perícia, havia vestígios de sangue em diferentes cômodos da casa e lesões na região da face da vítima.
O suspeito teria agredido Patrícia de Lourdes com diversos socos no rosto. Ainda conforme a PM, após as agressões, o homem teria arrastado a mãe até o banheiro da residência.
O corpo de foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames.
Filho confessou agressões e trocou pertences da mãe por droga
Após rastreamento, o suspeito foi encontrado na casa de um amigo, no bairro Sertãozinho.
Durante o depoimento aos militares, ele apresentou versões diferentes para o início da discussão. Em uma delas, afirmou que pediu dinheiro para comprar drogas e, após a negativa da mãe, passou a agredi-la com socos e empurrões. Em outra, alegou que o desentendimento teria começado por causa da ex-companheira.
Nas duas versões, disse que, ao perceber que Patrícia não apresentava mais sinais vitais, arrastou o corpo até o banheiro.
O homem também confessou ter levado o celular, um cartão bancário e R$ 180 em dinheiro da vítima. Segundo ele, os objetos foram trocados por drogas nas proximidades do terminal rodoviário da cidade, onde consumiu crack. Os materiais não foram recuperados.
Vítima tinha medida protetiva contra o próprio filho
As investigações apontam que Patrícia possuía uma medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha contra o filho, em razão de episódios anteriores de violência. Apesar disso, ele ainda frequentava a residência.
A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante, inicialmente pelos crimes de furto e feminicídio, sendo encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Leia Mais: Vítima é incendiada por suposta cobrança de dívida em Patrocínio
Polícia investiga participação da companheira do suspeito
As investigações ganharam um novo desdobramento após a prisão da companheira do suspeito.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que ela possa ter incentivado ou instigado o homicídio. A mulher foi ouvida e também encaminhada ao sistema prisional. Até o momento, a defesa não havia se manifestado.
Os investigadores também apuram imagens de câmeras de segurança que mostram o suspeito caminhando pelas ruas após o crime. Em um dos registros, ele aparece fazendo ameaças e afirmando que mataria outra pessoa.
Suspeito havia deixado a prisão há poucas semanas
Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), o suspeito recebeu alvará de soltura no dia 12 de junho, pouco mais de duas semanas antes do crime.
Ele acumula dez passagens pelo sistema prisional, além de registros por crimes como roubo e furto.
A Polícia Civil segue reunindo provas para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e concluir o inquérito.
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