Professor morto em Uberlândia foi vítima de plano articulado por personal

MP aponta crime premeditado, motivação passional e divisão de tarefas na execução que matou o professor Mailson Queiroz, no bairro Morumbi

, em Uberlândia

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O caso do professor morto em Uberlândia, no bairro Morumbi, avançou na Justiça com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o personal trainer Diego Pereira Almeida, o irmão dele Jonatan Michael Pereira e Bruno Cesar Gomes, apontado como o atirador. Os três são acusados pelo homicídio de Mailson Queiroz de Souza, de 48 anos, ocorrido em 20 de outubro de 2025, na rua Ingá, onde a vítima foi executada a tiros dentro do próprio carro, após uma emboscada planejada.

De acordo com o Ministério Público, os denunciados se associaram de forma consciente e deliberada para matar Mailson Queiroz de Souza. A investigação aponta que Diego Pereira Almeida teria instigado e planejado a execução, motivado por desavenças de natureza passional, após a vítima descobrir um relacionamento extraconjugal envolvendo Diego e sua esposa. Ainda segundo o MP, Mailson Queiroz passou a ameaçar o educador físico, inclusive com idas ao local de trabalho e envio de mensagens intimidatórias, o que teria levado Diego, movido por vingança, a pedir ao irmão Jonatan Michael Pereira que providenciasse a morte da vítima.

A ação também contou com divisão de tarefas entre os envolvidos. A denúncia aponta que dois suspeitos se aproximaram da vítima em uma motocicleta e efetuaram os disparos, enquanto outro teria participado do planejamento e da fuga, utilizando um recurso que impediu qualquer chance de defesa, o que enquadra o crime como homicídio qualificado.

O que diz a denúncia sobre o professor morto em Uberlândia

Conforme o documento, a Promotoria afirma que o educador físico, Diego Pereira Almeida, teria instigado e planejado a execução após conflitos envolvendo ameaças e intimidações. Ainda segundo o MP, ele teria pedido apoio ao irmão, Jonatan Michael Pereira, que teria se associado a Bruno Cesar Gomes, apontado como o responsável por efetuar os disparos.

A denúncia descreve que a vítima foi atingida dentro do carro, em via pública, e que os suspeitos teriam utilizado uma motocicleta para se aproximar. Após o crime, a dupla abandonou a moto e fugiu com apoio logístico, em um veículo de aplicativo previamente acionado.

Mailson Queiroz, vítima de homicídio em Uberlândia, em foto de arquivo pessoal.
Mailson Queiroz, era professor de história e corretor de imóveis – Crédito: Arquivo Pessoal/Reprodução

Quem está preso e quem segue foragido?

Dos três denunciados pelo MP, os irmãos Diego e Jonatan estão presos preventivamente e permanecem no sistema prisional de Minas Gerais. Eles foram localizados e detidos poucos dias após o homicídio, durante investigações conjuntas da Polícia Civil e da Polícia Militar, que reuniram imagens, depoimentos e outros elementos que sustentaram a investigação.

Já o terceiro envolvido, Bruno Cesar Gomes, segue foragido. Ele é apontado como o responsável direto pelos disparos que mataram o professor e ainda não foi localizado pelas forças de segurança. As buscas continuam, e o suspeito pode responder ao processo à revelia caso não se apresente.

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Quais crimes foram apontados e o que pode acontecer agora

O MPMG denunciou os três por homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos I e IV, na forma do art. 29, todos do Código Penal) e também pediu que, em eventual condenação, a sentença fixe reparação de danos aos familiares da vítima, como prevê o art. 387, IV, do CPP.

Em termos práticos, após o oferecimento da denúncia, o processo entra na fase de recebimento pelo Judiciário e, na sequência, os réus são citados para apresentar resposta. Como se trata de crime doloso contra a vida, o caso pode seguir o rito do Tribunal do Júri, com etapa de instrução, decisão de pronúncia e julgamento pelos jurados.

No Código Penal, o homicídio qualificado tem pena prevista de reclusão de 12 a 30 anos, a depender do desfecho do processo.

Relembre o caso

Mailson Queiroz foi morto dentro do próprio carro, no cruzamento das ruas Ingá e Mangaba, por volta das 18h30 do dia 20 de outubro. Ele era professor de História da rede estadual e também atuava como corretor de imóveis. A perícia recolheu dois estojos e dois projéteis no local.

De acordo com a Polícia Militar, o professor não tinha passagens criminais e havia ido até o bairro para buscar a irmã. O crime chocou colegas e familiares, que o descreveram como tranquilo, educado e trabalhador.