Policial que disparou em Catarina responde processos na Justiça por casos anteriores
A morte de Catarina Andrade, de 28 anos, durante operação realizada em 17 de junho, em Araguari, está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Civil
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Documentos obtidos pela reportagem da TV Paranaíba apontam que o policial que disparou em Catarina Andrade, tiro que resultou na morte da mulher de 28 anos, em Araguari, já responde na Justiça por três outros processos de casos anteriores.
Em um dos casos, a denúncia na Justiça cita que o policial teria realizado “grave ameaça exercida com o emprego de armas de fogo”. Em outro documento, o policial foi denunciado por ter “incluído informações falsas em documento público, valendo-se da condição de Policial Civil”, em um ação policial de contrabando de cigarros vindos do Paraguai.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre novos detalhes da investigação e sobre o envolvimento do policial em outros processos na Justiça, mas até o momento não obteve resposta.
Policial que disparou em Catarina: entenda o caso
Segundo informações da PCMG, a equipe policial estava no imóvel localizado no Bairro Bosque para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva do namorado de Catarina, Lucas Ribeiro. Durante a ação, segundo relato do policial, Catarina teria resistido e avançado contra ele na tentativa de pegar sua arma. O agente reagiu à agressão e efetuou um disparo em sua direção.
A moradora foi socorrida imediatamente pelas próprias equipes e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguari, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.

Família questiona ação policial
A família de Catarina questionou a versão da PCMG, na qual a mulher teria tentado pegar a arma do policial. “Essa versão é uma tremenda de uma mentira. Se a gente não tivesse o áudio para comprovar, seria nossa versão contra a deles. Mas o áudio me dá certeza do que aconteceu, ela não tentou pegar a arma”, disse Natali, irmã de Catarina.
Ainda conforme relatos da família, seria impossível Catarina reagir tão rápido entre um disparo e outro, contradizendo a versão dos policiais. “O áudio do vídeo é muito claro, ela se assustou no primeiro tiro que foi dado. Ela saiu do quarto ao ouvir o primeiro disparo”, disse a irmã.
O áudio no qual se refere Natali foi obtido de uma câmera de segurança que registrou o momento dos dois disparos, sendo o último que atingiu Catarina.
Corregedoria investiga o caso
A morte de Catarina Andrade, durante operação realizada em 17 de junho, em Araguari, está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Civil. Segundo uma fonte da corporação, os policiais envolvidos no caso e uma testemunha, que estava dentro da residência no momento da morte, tiveram os depoimentos coletados.
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O namorado da vítima, de 26 anos, que era alvo da operação, teve prisão mantida após audiência de custódia realizada. Segundo a PCMG, ele teria passagens por porte e posse ilegal de arma de fogo, uso de drogas e comércio ilegal de arma de fogo.