Polícia Civil impede atentados em SP e Rio e apreende bombas caseiras

Operações integradas frustram ações violentas previstas para esta segunda (2), na Avenida Paulista e na Alerj

, em Uberlandia

A Polícia Civil impedeu atentados em São Paulo e no Rio de Janeiro ao prender suspeitos e apreender bombas caseiras que seriam usadas em ações violentas programadas para esta segunda-feira (2). As investigações apontam que os grupos atuavam de forma coordenada, com articulação nacional, com mais de 7 mil participantes no país, e uso intenso das redes sociais para radicalização e planejamento dos ataques.

 

Polícia Civil impede atentados em SP e no Rio
Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro – Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil apreendeu artefatos explosivos de fabricação caseira com integrantes de um grupo investigado por planejar atentados durante uma manifestação marcada para às 14h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços da capital, da região metropolitana e do interior do estado.

As investigações sobre atentados em SP e no Rio identificaram que o grupo se autodenominava Geração Z e, somente na capital fluminense, reunia cerca de 300 integrantes. A apuração começou após a polícia descobrir grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar manifestações classificadas como antidemocráticas, previstas para ocorrer em vários estados do país nesta mesma data.

Durante a operação no Rio, a Polícia Civil apreendeu coquetéis molotov, bombas caseiras produzidas com bolas de gude e pregos, além de bandeiras e panfletos sem alvos específicos. Segundo o delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, Luiz Lima, o material continha frases de combate à corrupção e críticas a governantes atuais, sem menção direta a nomes, partidos ou legendas.

A polícia também encontrou conteúdos voltados à radicalização, incentivo ao confronto e materiais instrutivos detalhando a confecção de artefatos incendiários improvisados. Os investigados são suspeitos de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. De acordo com a corporação, os alvos, que planejavam atentados em SP e Rio, exerciam papel ativo nos grupos virtuais, com incentivo direto à prática de violência e escolha de locais sensíveis do cenário político fluminense.

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Polícia Civil impede atentados em SP e Rio com ação integrada

Em São Paulo, a Polícia Civil prendeu 12 pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, suspeitas de planejar um atentado na Avenida Paulista. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o grupo pretendia utilizar bombas caseiras e coquetéis molotov durante uma ação prevista também para esta segunda-feira (2).

As investigações de atentados em SP e Rio apontaram que os envolvidos mantinham uma estrutura organizada, com repasse de informações, orientações e instruções detalhadas sobre fabricação e lançamento de artefatos explosivos improvisados. O material era compartilhado há semanas em grupos virtuais monitorados pela polícia.

Durante entrevista coletiva, o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o trabalho de inteligência foi decisivo para evitar o ataque. Segundo ele, a suposta manifestação não tinha pauta definida e tinha como objetivo apenas provocar tumulto.

As prisões em São Paulo ocorreram na capital, em Osasco, São Caetano do Sul e Botucatu, com apoio de forças de segurança de outros estados, incluindo o Rio de Janeiro. Um dos detidos foi encontrado com simulacros de armas de fogo.

O Núcleo de Observação e Análise Digital monitorou a atuação do grupo nas redes sociais, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos. As apurações indicam que os investigados fazem parte de uma rede de alcance nacional, com mais de sete mil participantes, concentrada principalmente nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Apenas na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes.

Com as ações simultâneas, a Polícia Civil impede atentados em SP e Rio e reforça o papel da inteligência policial no enfrentamento a grupos que utilizam o ambiente digital para promover radicalização, violência e ameaças à ordem pública