Operação Titan revela rede de carros clonados em Uberlândia
Ação cumpre 45 mandados no Triângulo Mineiro contra grupo suspeito de furtar, adulterar e revender veículos clonados como carros financiados ou de leilão
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Na manhã desta terça-feira (10), a Operação Titan mobilizou forças de segurança em Uberlândia (MG) e Monte Carmelo (MG), para desarticular uma organização criminosa investigada por furto, adulteração e venda irregular de veículos.
Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da regional de Patos de Minas, a operação conta com a participação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e apoio da regional do Gaeco também em Uberlândia. Na cidade, cerca de 30 policiais militares e integrantes do Gaeco foram mobilizados para cumprir parte dos mandados de prisão e de busca e apreensão ligados à investigação.
Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados judiciais, sendo 23 de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, nas cidades de Uberlândia e Monte Carmelo. Até o momento, cinco pessoas foram presas durante a operação e uma motocicleta com registro de furto foi recuperada pelas equipes policiais.

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Como funcionava o esquema investigado na Operação Titan
De acordo com as investigações, o grupo teria estruturado uma rede criminosa voltada ao furto de veículos, clonagem e comercialização irregular.
A apuração indica que a organização possuía base operacional em Monte Carmelo, enquanto parte dos veículos era furtada em Uberlândia. Depois de furtados, os automóveis passavam por adulterações para receber novas identidades.
Segundo os investigadores, os carros eram oferecidos ao mercado como “carros financ”, modalidade fraudulenta em que os criminosos simulavam veículos financiados para atrair compradores.
Já as motocicletas furtadas eram adulteradas e vendidas como se fossem provenientes de leilões oficiais do Detran de Minas Gerais, utilizando documentos falsificados para dar aparência de legalidade às transações.
Investigações apontam dezenas de crimes
As investigações que deram origem à Operação Titan apontam que o grupo teria atuado por mais de dois anos.
Entre maio de 2023 e junho de 2025, foram identificados pelo menos:
- 43 crimes de receptação qualificada
- 43 casos de adulteração de sinal identificador de veículo automotor
- 32 notas falsas de arrematação de leilão
Esses documentos fraudulentos eram utilizados para convencer compradores de que as motocicletas teriam sido adquiridas legalmente em leilões oficiais.
Prisões e apreensões
Até a última atualização da operação, 21 pessoas já haviam sido presas durante o cumprimento dos mandados.
Durante as buscas, as equipes também apreenderam:
- telefones celulares
- uma arma de fogo e munições
- dinheiro em espécie
- drogas
- veículos com suspeita de origem criminosa
Os materiais recolhidos devem passar por perícia e ajudar a aprofundar as investigações sobre a atuação da organização.